O ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, que pediu demissão na terça-feira passada em meio às suspeitas de tráfico de influência, renunciou nesta sexta a seu cargo no Conselho de Administração da Petrobras, informa a empresa em comunicado.
A Petrobras agradeceu a Palocci pelo trabalho na empresa desde que foi nomeado para o cargo de conselheiro em abril passado, sem apresentar mais detalhes sobre sua desvinculação da estatal.
Considerado o “homem forte” do Governo da presidente Dilma Rousseff, Palocci renunciou em meio ao escândalo de 20 dias iniciado pela reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” que revelou, com base em documentos oficiais, que o patrimônio do político tinha aumentado 20 vezes entre 2006 e 2010.
O agora ex-ministro, sucedido pela senadora paranaense Gleisi Hoffmann, tinha sido o principal coordenador da campanha eleitoral de Dilma no ano passado e atuou como grande articulador político do Governo, sobretudo nas relações com o Congresso.
Palocci sempre negou que tenha misturado seus negócios com sua posição pública, para o que teve o apoio da Procuradoria-Geral da República, que decidiu não abrir uma investigação por não achar indícios de crime.
O político também foi ministro da Fazenda no Governo Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2006. À época, renunciou em meio a um escândalo de corrupção, pelo qual foi julgado e declarado inocente.