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Política & Poder

Pacotaço contra invasões

Arquivo Geral

15/01/2013 8h45

Francisco Dutra

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

 

O Palácio do Buriti se prepara para endurecer o combate às ocupações irregulares. Segundo o secretário de Habitação, Geraldo Magela, o GDF está formulando um pacote de medidas para coibir invasões e infrações similares. Os estudos estão sob a supervisão da Casa Civil e deverão envolver ações de diferentes secretarias, bem como das administrações regionais.

 

“Neste ano, o governo fará um esforço tremendo para a regularização e para promover ocupações dentro da lei, no programa habitacional. Se não endurecermos o combate às ocupações irregulares, essas políticas públicas não vão dar certo. E é por isso que precisamos de um marco regulatório para evitar novas invasões”, explicou.

 

Nesse sentido, o secretário comentou que uma grande preocupação do governo Agnelo e da equipe da Casa Civil se refere ao desempenho das administrações regionais. Do ponto de vista do governo, elas são peças fundamentais para fiscalizar e combater invasões. Mas atualmente, algumas se encontram sem ferramentas para um trabalho eficiente, enquanto outras não dão a devida atenção ao problema.

 

Desta forma, o secretário avalia que as administrações deverão receber novas ferramentas para a prevenção e controle das ocupações irregulares. “E deverão ser mais cobradas sobre esse assunto”, emendou. A agenda governista para regularização e promoção de ocupações irregulares é ambiciosa para este ano. Magela pretende fechar o ano com todas as licitações do programa habitacional do GDF,  Morar Bem, até o final de 2013, já formalizadas.

 

Hoje 65 mil habitações estão licitadas e faltam 35 mil para o governo atingir a meta prometida para a população,  de 100 mil unidades. “A partir de julho deveremos entregar as primeiras residências”, disse Magela. Em relação a regularização das regiões administrativas, o secretário calcula que ainda em fevereiro deverão ser entregues as primeiras escrituras na Estrutural.

 

 Ao longo dos próximos dias, o governo deverá definir um planejamento para a regularização das cidades em 2013. “Este é o momento do planejamento. Mas não tenha duvida que a regularização será um foco”, assegurou Magela. Além dos limites da pasta da Habitação, o GDF também deverá destinar esforços para a regularização de condomínios. Estes trabalhos ficarão à cargo da Secretaria de Regularização dos Condomínios.

 

Uso do solo será desafio

O debate da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) será um dos grandes desafios da Câmara em 2013. A matéria é densa e repleta de itens polêmicos. “É de se esperar que os deputados queiram debater  com suas bases eleitorais e cidades”, ponderou Magela. Na perspectiva do GDF, os parlamentares devem exaurir o debate antes de levá-la para o plenário, mas a votação deve ser realizada ainda neste ano.

 

Para o secretário, quanto mais tempo a questão ficar em aberto maior será a insegurança jurídica para a ocupação urbana e rural.  A exceção é Brasília, onde as normas de ocupação serão definidas pelo Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico (PPCUB).

 

“Quando se fala de planejamento urbanístico,  ausência de regras ou conflito entre elas é muito ruim”, declarou Magela. Hoje as regras de habitação das regiões administrativas estão dispersas e muitas divergem entre si. Existem cidades com quadras com diferentes normas de gabarito e nos casos mais esdrúxulos, lotes vizinhos têm regras de ocupação diferentes.

 

Antes da análise da Luos, o governo espera a votação do PPCUB.  De acordo com Magela, o  Buriti e o presidente da Câmara Legislativa, já articularam  um calendário de análise da matéria a partir de fevereiro. Na avaliação do secretário, o texto pode ser votado em até 60 dias a contar da definição do calendário. Magela antecipou que o GDF está preparado para debater  as tensões em volta do plano  com deputados e a sociedade.

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