Escutas da Polícia Federal revelam que os acusados de desvio de verbas no Turismo tinham livre acesso ao Ministério para, segundo a investigação, fraudar prestação de contas dos convênios. Segundo diálogos obtidos pela reportagem, os donos da ONG Ibrasi teriam usado a sala do assessor do secretário-executivo da Pasta, Frederico da Silva Costa, chamado de “bambambã” e “reverendo”, para combinar uma defesa às investigações do TCU (Tribunal de Contas da União).
As gravações mostram que a estratégia seria coordenada pelo advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz, e seu sócio Romildo Olgo. Os documentos apresentados pelo ministério e pela entidade ao TCU deveriam ficar “de acordo”. Uma auditoria feita pelo TCU foi o berço da Operação Voucher, deflagrada na terça-feira.
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