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Política & Poder

O que falta é segurança

Arquivo Geral

09/08/2013 8h37

 

A Região Metropolitana abandonou o status de problema e agora é vista por governantes e empresários como área com atrativos para futuros empreendimentos. Em reunião com empresários brasilienses, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) garantiu ontem que o estado deve atrair investimentos para a região, mas afirmou que o Governo Federal e o GDF devem se unir para viabilizar o desenvolvimento. A segurança pública é um dos investimentos mais urgentes.

 

Em um almoço em Brasília, integrantes do Lide, grupo de líderes empresariais e parlamentares discutiram com Perillo as necessidades da Região Metropolitana. O encontro teve mais uma motivação: a o possível ingresso de Alto Paraíso de Goiás (GO), Cabeceira Grande (MG), São João D’Aliança (GO), Flores (GO) e Gameleira de Goiás (GO) na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). A inclusão depende da aprovação na Câmara, já que o Senado aprovou a mudança. 

 

Forma de atração

 

Para atrair investidores aos municípios que fazem fronteira com o DF, Perillo fez o chamado: “O governo de Goiás garante segurança jurídica a todos os investimentos feitos no estado, sejam investimentos comerciais ou industriais”. 

 

Perillo  reconheceu, porém, que a região precisa de melhorias em outros aspectos. “O Entorno  precisa de um pouco mais de infraestrutura, do apoio do Governo Federal, para garantia de viabilização de parques industriais, mas precisa fundamentalmente dos investimentos que já estamos fazendo, em saneamento básico, água tratada, segurança pública, talvez eu diria que essa é a maior necessidade do entorno”, disse. 

 

Força nacional

 

O deputado federal Izalci (PSDB) acredita que o investimento em segurança deve ser contínuo e não como aconteceu quando foi convocada a Força Nacional. “Sem dúvida, é o maior problema, como admitiu o próprio governador Perillo. Em Goiás, é comum esse desconhecimento do Entorno como território do estado. As pessoas vêem mais como parte do DF”, assinalou. 

 

“A Força Nacional foi uma medida temporária e o Entorno necessita, realmente de um trabalho nessa área”, enfatizou o deputado.

 

Crítica também ao excesso de burocracia

 

Para o presidente do Lide Brasília, Paulo Octávio, existem grandes contrastes entre os indicadores sociais e o nível de desenvolvimento do DF e da Região Metropolitana. Para que esse cenário seja mudado, o empresário acredita que os esforços governamentais precisam ser unidos, de acordo com ele. 

 

“O empresário só investe quando tem confiança, quando entende que os governos municipais e o governo estadual estão empenhados em resolver questões burocráticas. Hoje o Brasil tem uma burocracia excessiva. Para ter desenvolvimento, os municípios e os estados tem que oferecer incentivos, isenção fiscal ou terrenos, porque outros estados oferecem isso. Essa região precisa ter algo a oferecer para poder se desenvolver”, propôs.

 

Mão de obra farta

 

Também presente na reunião, o prefeito de Águas Lindas de Goiás, Hildo do Candango (PTB), afirma que a região passa por um momento de grande aquecimento e que Águas Lindas reúne atrativos para o investidor. “Ficamos muito perto  do DF e temos mão de obra farta, que, inclusive é uma das fontes de pessoal para o DF. Isso faz com que nós tenhamos o que oferecer à região”, disse.

 

Ponto de vista

 

Único  distrital presente ao encontro, Olair Francisco (PTdoB),  afirmou que o morador da Região Metropolitana encontra dificuldades para conseguir emprego na Capital, já que o preço da passagem, segundo ele, é caro e deve ser revisto. “Além da segurança pública, nós temos que encontrar uma solução  também para o preço da passagem, que precisa estar na pauta para ser resolvido”, cobrou.

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