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Política & Poder

‘Nunca recebi dinheiro de ninguém. Estou tranquilo’, diz senador

Sobre o imóvel em Salvador mencionado pela PF como possível propina, o senador petista afirmou que tinha interesse de dar um apartamento ou de ajudar a filha.

Redação Jornal de Brasília

18/06/2026 21h36

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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Brasília, 18 – Alvo de operação da Polícia Federal, ontem, o senador Jaques Wagner (PT-BA) negou ter cobrado propina do Banco Master e disse ter pouco contato com o banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar relatou ainda ter recebido um telefonema de solidariedade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Palácio do Planalto, no entanto, a preocupação é com o impacto das investigações sobre a campanha de Lula. Auxiliares do presidente afirmaram que a permanência do senador na liderança do governo pode ficar insustentável.

“Do ponto de vista do dinheiro, eu estou absolutamente tranquilo Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master ou do Augusto Lima (ex-sócio do banco), então estou absolutamente à vontade”, declarou Wagner durante entrevista à BandNews.

Sobre o imóvel em Salvador mencionado pela PF como possível propina, o senador petista afirmou que tinha interesse de dar um apartamento ou de ajudar a filha. “Como o Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar, porque o apartamento está em construção’. E eu teria que vender o apartamento da minha filha para poder complementar e pagar o apartamento ou ela financiar. Então, não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim, eu não tenho nenhum negócio com o Master ou com o Credcesta”, disse Wagner.

ENCONTROS

Na entrevista, ele também negou ter ligação com o dono do Banco Master. “Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. Nunca tive maiores entendimentos com o Daniel”, afirmou Wagner, que relatou ter se encontrado com o banqueiro em apenas duas ocasiões.

O primeiro encontro, disse, ocorreu quando Lima apresentou Vorcaro como seu sócio. Já a segunda vez se deu em razão de um pedido de indicação feito pelo empresário baiano para a área jurídica de seu banco. Na ocasião, Wagner declarou que indicou a Lima o nome do ex-ministro Ricardo Lewandowski, que tinha acabado de se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em relação ao dinheiro apreendido pela PF em seus endereços, Wagner declarou que viajou várias vezes para o exterior, desde 2019. “Recebi de diárias, aproximadamente, US$ 70 mil. E, em outras vezes que fui viajar, comprei do Banco do Brasil dólares e euros. Não tenho nenhuma coisa para esconder”, afirmou.

‘IMPLODIDO’

A operação da PF causou repercussão entre pré-candidatos da oposição à Presidência. Durante agenda em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez críticas ao governo Lula e ao PT. “O PT está tendo um dia pior ainda. Porque o PT da Bahia acaba de ser implodido.”

Ex-governador de Minas e pré-candidato do Novo, Romeu Zema disse que o escândalo do Master tem origem na Bahia. “O PT da Bahia é cúmplice”, declarou, em vídeo nas redes. Ronaldo Caiado (PSD) afirmou ao Estadão/Broadcast que Lula “vai sair bem fragilizado” l

Estadão Conteúdo 

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