Francisco Dutra
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Em fase de consolidação, a coligação pelo Palácio do Buriti composta pela pré-candidata Eliana Pedrosa (Pros) e Alírio Neto (PTB) busca afinar o tom. Oficialmente, a dupla ainda não definiu quem será a cabeça de chapa nas urnas eletrônicas. Seja antes ou depois das alianças de casamento eleitoral, um grande desafio será balancear a postura moderada de Pedrosa com a metralhadora giratória de oposição empunhada por Alírio.
Inicialmente, Eliana buscará manter uma linha ponderada e propositiva. A estratégia será falar dos problemas sociais sempre apontando as propostas de solução. A postura casa com o perfil social de Pedrosa, que prioriza o contato direto com lideranças comunitárias para a formulação de uma agenda social. Neste sentido, a pré-candidata não dá sinais de que pretenda fechar as portas para o dialogo com as outras forças. É o projeto “Eliana paz e amor”.
Por outro lado, Alírio é fogo e fúria contra o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB). “Aqui é uma chapa verdadeiramente de oposição. Não ajudamos Rollemberg a se eleger, a desgovernar e a nada. Achei meu ninho com Eliana. E deste ninho ninguém me tira. Quero desconstruir esse governador na eleição. Nossa conversa vai ser fio de bigode, para botar para rachar mesmo. Como diria Roberto Carlos: pode vir quente que estou fervendo”, metralhou Alírio.
Mostrando sintonia e a tentativa de buscar um discurso unificado, Pedrosa relativiza o estilo do aliado. “A vida é uma troca constante. Tem horas em que não se pode abaixar a cabeça. Alírio é firme, mas nunca é desrespeitoso. Na hora da decisão política, ele é uma pessoa centrada. E as pessoas muitas vezes o julgam sem saber tudo o que ele passou na vida. Não conhecem o contexto todo, apenas um pedaço da história”, jutificou.
Ou seja, segundo Pedrosa, o aliado expressa palavras duras, mas na hora da negociação e da decisão política também terá uma postura equilibrada. Sem pré-julgamentos, a história recente da política nacional e local mostrou a necessidade do alinhamento perfeito entre o governante e o vice. Posturas e ideias dissonantes culminaram em rachas de grandes proporções.
A cabeça de chapa está em aberto. Mas Alírio já deixa claro que poderá aceitar o posto de pré-candidato a vice-governador. “Respeitando nosso critérios? Vice? Estou dentro. Quero estar no projeto que vai resgatar Brasília. E é este aqui”, empolgou-se Alírio.
Junto com PMN e PTC, o bloco está em franca negociação com ao menos seis partidos. Os nomes estão sendo mantidos sob sigilo. Três dependem diretamente da definição das cúpulas nacionais das respectivas siglas. Outros estão em avaliação pelas acomodações internas das chapas proporcionais.
Saiba Mais
Na avaliação de Alírio, outras pré-coligações não têm condições para encurralar o governador Rollemberg nos debates.
“Você já viu o Frejat colocar o dedo na ferida do Rollemberg? Já viu o Cristovam realmente provocar o governador? O governador que ele ajudou a eleger?”, argumenta.
Para Eliana Pedrosa, o eleitor busca uma proposta de governo com capacidade de resolver os problemas sociais de forma humanizada.
“O povo quer resultados. Quer pagar os impostos, sonhar e ver aquele dinheiro convertido em resultado, em melhores serviços públicos. Resultados com educação, respeito, carinho e resolutividade dos problemas”, explicou.