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Política & Poder

Muda a forma de investigar os estádios

Arquivo Geral

27/06/2013 9h38

Embalado pelas manifestações em todo o Brasil, o movimento pela abertura de uma investigação sobre os gastos com a Copa da Confederações e Copa de 2014 ganhou força. Inicialmente, o deputado federal Izalci Lucas (PSDB) planejava a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara. Mas após conversa com a cúpula tucana no Congresso, o parlamentar começou a colher assinaturas para uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), composta por deputados e senadores.

 

Até o início da tarde de ontem, Izalci havia colhido 94 assinaturas de deputados e 15 de senadores. 

 

Assinaturas

Pelo regimento do Congresso, para a instalação da CPMI é preciso aprovação de um terço da Câmara e um terço do Senado. Pela Constituição,  são necessárias 171 assinaturas dos deputados e 27 dos senadores. Pelas contas de Izalci, existem condições  para a abertura da CPMI na próxima semana.

 

Envolve o congresso

Conforme os cálculos de Izalci, a estratégia da CPMI tem duas bases. “Em primeiro lugar, é porque existem diversos pedidos de CPIs na fila dentro da Câmara”, apontou o parlamentar. O segundo motivo, é que a CPMI é uma ferramenta de investigação mais forte, pois envolve todo o Congresso.

 

A investigação

Caso consiga as assinaturas, Izalci já prevê quatro eixos de apuração. O primeiro ponto será a apuração sobre os gastos com cada estádio. A duvida é porque os valores de alguns saltam tanto aos olhos enquanto outros não. O segundo será um pente nos processos licitatórios. Em terceiro lugar serão apurados os casos em que foi aplicado regime diferenciado de contratação. Em último, a legislação da Copa que aprovou isenção para certas importações. Neste sentido o deputado quer apurar como foi o comportamento das empresas e governos.

 

O senador Cristovam Buarque (PDT) assinou o pedido de abertura da CPMI. “Fui o primeiro a criticar a Copa. Disseram que eu estava comendo suicídio político”, lembrou. Segundo o senador, há risco desta nova CPMI acabar em pizza, mas mesmo assim a analise dos gastos é dever dos políticos. “É uma obrigação com a opinião pública”, reforçou.

 

Resultados mais à frente

O presidente regional do PT e deputado federal Roberto Policarpo rebate as críticas contra o investimento para a Copa com a seguinte afirmação: “O mais importante da Copa são os seus legados. E eles virão”. 

 

Para Policarpo, a movimentação pela abertura da CPMI parte de forças políticas que querem surfar no atual momento do País. “Todos os dias vemos muitas CPIs pelo Congresso. Não vou assinar essa”, afirmou. 

 

Benefícios

Segundo o governista, esses legados serão vistos pela população em 2014 nas áreas da saúde, mobilidade urbana e também no transporte aéreo com as melhorias nos aeroportos. Policarpo acredita que os benefícios valem para todo Brasil. 

 

O deputado diz que os investimentos ainda estão em curso, e justifica porque investir primeiro nos estádios: “Em alguns casos era preciso refazer os estádios. Mas isso não quer dizer que outras importantes como saúde e educação ficaram em segundo plano.”

 

Incentivo

Policarpo acredita que os investimentos para a Copa do Mundo e a Olimpíada de 2016 são fundamentais para incentivar o esporte no país e, consequentemente, contribuir para a qualidade de vida da população. 

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