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Política & Poder

Marina entra em campo na capital federal

Arquivo Geral

20/05/2013 9h05

Marina Silva deverá caminhar pelas regiões administrativas do Distrito Federal em busca de assinaturas para a validação do seu partido, a Rede Sustentabilidade, na Justiça Eleitoral. Segundo a coordenação regional da Rede, a coleta em solo brasiliense ainda está distante do esperado. 

 

Há poucas semanas, o movimento superou a marca de 15 mil assinaturas. desempenho abaixo do desejado para o cumprimento da meta inicial de 100 mil. Com isso, a Rede reduziu a meta regional para 50 mil.     

 

Para assegurar o cumprimento da nova meta, a Rede começou a traçar uma agenda de Marina para a capital, que a princípio, deve ser do papel a partir de junho. 

 

Força do nome

“Pela força que o nome de Marina tem, poderíamos estar com um número maior de assinaturas”, comentou um dos coordenadores da Rede no DF, o ambientalista Pedro Ivo. Ex-membro da Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ivo também foi presidente regional do PT em Fortaleza. 

 

Do ponto de vista do socioambientalista, a situação do DF decorre de diversos fatores. Em primeiro lugar, desde o começo da corrida por 500 mil assinaturas em todo País, Marina precisou se desdobrar em diversos estados, o que deixou a capital em segundo plano. “E quando Marina pelas cidades potencializa e muito o recolhimento de assinaturas”, detalhou.

 

Ganhou no DF

Na eleição de 2010, Marina teve, aproximadamente, 20 milhões de votos. Na capital, a ex-ministra e ex-senadora teve o apoio de 611.362 eleitores, no  melhor desempenho entre os candidatos ao Planalto naquela eleição. No cenário político local, a Rede vem recebendo apoio, principalmente, dos deputados distritais Joe Valle (PSB), Chico Leite (PT) e do deputado federal Reguffe (PDT).

 

Resposta ao casuísmo

Para poder participar das eleições de 2014, a Rede precisa recolher e validar junto a Justiça Eleitoral 500 mil assinaturas. Está em 306 mil.

 

Segundo Pedro Ivo, o salto na coleta dos últimos meses decorre de uma série de fatores. “É uma resposta a estes ataques casuísticos que a Rede e outros partidos vêm sofrendo. É uma resposta a este projeto de lei contra a criação de novos partidos. Há uma grande movimentação contra a democracia. Existe a ação que diminui a força do Ministério Público e outra para submeter o Supremo Tribunal Federal ao Congresso. Querem mudar as regras do jogo”, apontou. 

 

Show ajuda

Nesta última semana, a Rede pode colher um bom número de assinaturas em São Paulo durante uma apresentação com Arnaldo Antunes, Nando Reis e Adriana Calcanhoto. No DF, estão em curso aproximações com artistas locais.

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