O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (13) para Évian-les-Bains, na França, onde participará, como convidado, da Cúpula do G7. Esta será a 10ª vez que Lula participa do encontro, ao longo de seus três mandatos.
A viagem ocorre em meio à expectativa por possíveis interações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) indicar a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras. Até o momento, não há confirmação de reunião bilateral entre os dois. Segundo o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, os contatos com os norte-americanos seguem em andamento. Se houver encontro na França, ele acontecerá pouco mais de um mês após a última reunião entre Lula e Trump, em Washington, no início de maio.
A relação com a União Europeia também estará no centro das atenções. Há uma semana, o bloco oficializou a decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil, com entrada em vigor prevista para 3 de setembro. A medida foi confirmada em documento oficial publicado no Diário Oficial do dia 5 de junho. Também não há definição sobre um possível encontro de Lula com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Entre as reuniões já confirmadas na agenda, Lula terá um encontro com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Será o primeiro encontro oficial entre os dois, e há expectativa de que a conversa abra espaço para negociações em torno de um futuro acordo entre o Japão e o Mercosul.
A cúpula do G7 deste ano, presidida pela França, ocorre de 15 a 17 de junho. Além do Brasil, o grupo convidou líderes de Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Há também a previsão de uma reunião bilateral com o presidente francês, Emmanuel Macron.
O Itamaraty informou que Lula participará de três eventos durante o encontro. No dia 16, ele discursará em uma sessão de líderes sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento e deverá defender a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). No dia 17, falará sobre crescimento econômico equilibrado e sobre a necessidade de reforma da governança global, com foco em instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU). Ainda no mesmo dia, a comitiva brasileira participará de um almoço com o tema da Inteligência Artificial.