O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta terça-feira, 30, que o Mercosul busca uma negociação com a China por um acordo comercial, nos moldes do que o bloco tem feito com outros países, como Canadá e Japão, e com a União Europeia.
Lula participou da cúpula do Mercosul no Paraguai nesta terça-feira pela manhã e volta ao Brasil à tarde. O presidente disse que “na atual conjuntura, o Mercosul é uma necessidade estratégica”.
“Voltamos a olhar para o mundo com ambição. Contrariamos as expectativas de quem acreditava que acordo com UE jamais sairia do papel. O Brasil também já ratificou o acordo com Efta e Singapura. O Mercosul está avançando nos diálogos com Canadá, Índia e Vietnã. Nesta cúpula, daremos mais um passo ao lançar as negociações de uma parceria econômica com o Japão. Em breve, queremos fazer o mesmo com a China e seguir nos aproximando dos mercados mais dinâmicos do planeta”, declarou.
Lula disse que o Brasil “seguirá avançando para conectar interior do nosso continente a portos do Pacífico, Atlântico e Caribe” e defendeu que minerais críticos devem ser olhados como uma “questão de segurança nacional” para “desenvolver cadeias regionais com etapas de valor agregado”.
O presidente também anunciou o aumento no aporte do Brasil no Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) de US$ 70 milhões anuais para US$ 100 milhões anuais durante a nova etapa do fundo, chamado de Focem 2. “Estamos prontos para lançar o Focem 2 e aumentar a contribuição brasileira com aporte de US$ 100 milhões anuais ao longo de uma década. Incorporar a Bolívia ao fundo será um passo adicional para reduzir as assimetrias intrablocos”, declarou.
Estadão Conteúdo.