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Política & Poder

Lula diz que Janja vai representá-lo nas Olimpíadas e que verá os jogos ‘pelo olhos dela’

O mandatário também se disse azarado, pois trouxe para o Brasil em seus primeiros mandatos a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016

Redação Jornal de Brasília

11/07/2024 14h16

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

RENATO MACHADO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não poderá assistir as Olimpíadas em Paris, nas próximas semanas, mas que será representado no evento pela primeira-dama Janja. Lula acrescentou que verá o evento “pelos olhos dela”.

O mandatário também se disse azarado, pois trouxe para o Brasil em seus primeiros mandatos a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016, mas esses foram realizados em um “momento não muito bom da política”. Acrescentou que acabou não convidado para assistir a abertura dos Jogos do Rio de Janeiro.

No entanto, também disse que nenhuma das acusações de corrupção nos eventos esportivos foi comprovada.

A cerimônia de abertura do evento em Paris será realizada no dia 26 deste mês.
Lula recebeu nesta quinta-feira no Palácio do Planalto atletas que vão disputar as próximas Olimpíadas e Paraolimpíadas. Na ocasião, o presidente assinou o reajuste do programa Bolsa Atleta, em 10,86%. A medida havia sido anunciada pelo ministro André Fufuca (Esportes) no fim do mês passado.

O benefício para a categoria atleta base passa de R$ 370 para R$ 410. No outro extrema da tabela, para atleta pódio, de 1º a 3º lugar, passou de R$ 15 mil para R$ 16.629.

Fufuca destacou em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”, na ocasião, que o programa não tinha reajuste há 14 anos e que o reajuste iria atender todos os 8,7 mil beneficiários do programa.

Lula afirmou que tem coisas para resolver no Brasil e por isso não viajará para acompanhar a abertura das Olimpíadas e nem as disputas das modalidades. Mas disse que será representado pela primeira-dama, que aproveitará o evento para realizar atividades com a Aliança Global Contra Fome, que foi lançada durante a presidência brasileira do G20.

“A Janja vai me representar nas Olimpíadas. O Fufuca vai como chefe do esporte brasileiro, mas, como eu sou convidado pelo Macron, eu resolvi que a Janja vai, porque tenho muita coisa para fazer no Brasil, não posso ir […] Então, quando vocês tiverem disputando, ela vai estar lá torcendo. Espero que esteja”, afirmo o presidente.

Lula também disse que duas de suas maiores alegrias se deram quando viu a abertura das Olimpíadas de Pequim, em 2008, com o desfile da delegação brasileira, e depois quando o Brasil foi escolhido para sediar os jogos de 2016. No entanto, completou que não foi convidado para a abertura.

Lula então afirmou que os eventos foram realizados em um momento em que o “ódio estava tomando conta da sociedade”. Por isso não pode acompanhar as suas realizações em território brasileiro.

“Só para ter ideia de como eu sou azarado. Eu sou o cara que trouxe a Copa do Mundo para cá, e não pude assistir à Copa do Mundo. Eu fui o companheiro que trouxe as olimpíadas para cá e também não fui convidado para ir para a abertura das Olimpíadas”, afirmou o presidente.

“Eu fiquei frustrado e, depois de tanta emoção, tanta alegria [por ter trazido os Jogos], pelo fato de você ter outras pessoas governando o país, pessoas que não tinham a cabeça civilizada, ou seja, eu não vi a abertura das Olimpíadas. De qualquer forma eu vou me compensar mandando a Janja e vou ver as

Olimpíadas pelos olhos dela lá em Paris”, completou.
Lula também disse que nunca foram comprovadas as suspeitas de corrupção nas obras de construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014.

“Os dois aconteceram num momento não muito bom da política brasileira, o ódio estava tomando conta da sociedade brasileira. Aquela raiva. Eu lembro da quantidade de denúncias de corrupção na Copa do

Mundo, sem ninguém nunca provar. Nunca se provou que houve corrupção nos estádios brasileiros”, afirmou o presidente.

Denúncias de corrupção nos estádios da Copa do Mundo foram feitas durante o processo de delação premiada de executivos da construtora Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. A operação, no entanto, sofreu derrotas em série no STF (Supremo Tribunal Federal) e muitas delações acabaram anuladas.

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