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Política & Poder

Lula defende franqueza em encontro com Trump e critica subserviência

O presidente brasileiro enfatizou o diálogo aberto sobre temas como big techs e tarifas comerciais, destacando que líderes idosos não toleram perda de tempo.

Redação Jornal de Brasília

08/05/2026 19h45

lula e trump

Foto: Getty Images

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, nesta sexta-feira (8), o encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira. Durante um evento em que anunciou a renovação de contratos de energia elétrica em 13 estados, Lula afirmou ter abordado o norte-americano com franqueza sobre diversos assuntos de interesse mútuo.

“Foi com essa franqueza que eu fui dizer ao presidente Trump. Quer discutir big techs? Vamos discutir as big techs. Quer discutir as suas plataformas? Vamos discutir. Quer discutir crime organizado? Nossa Polícia Federal está preparada para combater o crime organizado aqui e lá fora. Não tem veto para discutir”, declarou Lula.

O presidente brasileiro também mencionou a idade avançada de ambos os líderes, argumentando que não há tempo a perder. “Ainda disse para o presidente Trump: ‘somos dois homens de 80 anos de idade. E dois homens de 80 anos de idade não brincam em serviço, a natureza é implacável, teoricamente nós temos menos tempo pela frente. Por isso, nós temos que saber o que queremos fazer’. É dessa forma que a gente vai ganhando a respeitabilidade. Ninguém respeita quem não se respeita, ninguém respeita lambe-botas”, afirmou.

Lula reforçou a determinação para que as equipes dos dois governos fechem, em 30 dias, uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e uma investigação comercial aberta pelos EUA contra o Brasil desde o ano passado.

Além disso, o presidente reafirmou a abertura do Brasil para negócios com todos os países, garantindo a soberania nacional. “Nós não temos veto aos EUA, não temos veto à China, não temos veto à Rússia, não temos à França, não temos veto ao México, não temos veto à Alemanha. Quem quiser fazer negócio com o Brasil, que venha. Estaremos de braços abertos para comprar e para vender, estaremos de braços abertos para fazer transferência de tecnologia e receber tecnologia nova”, disse.

Em postagem nas redes sociais, Trump informou que discutiu “muitos tópicos” com Lula, incluindo questões comerciais e de tarifas, e o chamou de “um presidente muito dinâmico”.

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