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Política & Poder

Lula cita o SUS e provoca Trump em visita de diretor-geral da OMS ao Rio

Lula afirmou que qualquer brasileiro pode ter acesso ao mesmo tratamento de saúde recebido pelo presidente da República

Redação Jornal de Brasília

28/07/2026 17h49

lula sus

Foto: Ricardo Stuckert / PR

YURI EIRAS E ITALO NOGUEIRA
FOLHAPRESS


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, nesta terça-feira (28), para que mostre ao presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, o sistema público de saúde do Brasil.

Lula visita nesta terça equipamentos do hospital federal do Andaraí, no Rio de Janeiro. A agenda tem presença de Adhanom e do ministro Alexandre Padilha (Saúde).

“Quando você puder conversar com o presidente Trump —ele que anunciou que ia cortar verba da OMS—, diga para ele como um país que não é rico como os EUA consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República”, disse.

Lula disse que o SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza a qualquer pessoa o mesmo tratamento de radioterapia a que ele foi submetido para tratar um câncer de pele no couro cabeludo no Sírio-Libanês.

“Eu fiz 15 sessões de radioterapia na cabeça por causa de um câncer de pele. E eu fiz numa máquina que qualquer pobre do Brasil pode fazer, qualquer pessoa mais humilde, qualquer pessoa mais humilde de qualquer lugar do Rio de Janeiro”, disse o petista.

“Se ele precisar fazer radioterapia, ele vai fazer numa máquina que o Trump fará, que o [líder da Chinas] Xi Jinping fará, que o [presidente da Rússia, Vladimir] Putin fará e que o Lula fará. Ou seja, tratamento de saúde não é para rico, é para quem tá doente”, acrescentou.

Adhanom está no Brasil para participar da Aids 2026, conferência internacional sobre Aids que começou no domingo (27), no Rio, e vai até a próxima sexta-feira (31).

Lula tem enviado recados a Trump, em meio à interpretação de integrantes do governo e da coordenação da pré-campanha de que o presidente dos EUA realiza uma ofensiva em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), numa tentativa de interferência estrangeira na eleição brasileira.

O Itamaraty negou o visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que viajariam ao Brasil nos próximos dias.

Segundo revelou o The Washington Post nesta sexta-feira (24), o presidente americano, Donald Trump, planejava mandar os auxiliares para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro, segundo quatro funcionários americanos e brasileiros ouvidos pelo jornal.

Desde o dia 22 passou a valer novo tarifaço imposto por Trump a produtos brasileiros.

O governo petista monitora a proximidade de integrantes da família Bolsonaro com o governo Trump. O presidente dos Estados Unidos recebeu Flávio Bolsonaro para uma reunião na Casa Branca.

No início de junho, o governo Trump classificou as facções criminosas brasileiras CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como terroristas, em uma ideia que mobiliza a base política bolsonarista.

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