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Política & Poder

Lula chega a MG ainda disposto a convencer ex-prefeita a disputar governo, dizem aliados

Segundo esses aliados, Lula ainda não desistiu da ideia

Redação Jornal de Brasília

19/06/2026 8h29

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Foto / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

CATIA SEABRA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O presidente Lula (PT) desembarca nesta sexta-feira (19) em Minas Gerais alimentando a esperança de convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) a disputar o governo do Estado. Disposta a concorrer ao Senado, ela tem resistido às investidas de emissários do presidente.

Segundo esses aliados, Lula ainda não desistiu da ideia. E a expectativa é que se valha dessa visita a Minas —dedicada a ações da área de Saúde— para fazer, ao menos, os primeiros movimentos nessa tentativa de convencimento da petista.

Uma ala do PT ainda manifesta preferência pela candidatura de Marília ao Senado. O próprio presidente do partido, Edinho Silva, já disse publicamente que essa é a decisão da ex-prefeita. Mas, em conversas, o presidente tem se manifestado otimista quanto ao desempenho dela no estado.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, Lula chega a Minas ainda sem um candidato a governador no estado. E, descontente com a indefinição, o diretório mineiro do PT passou a pressionar o presidente por uma decisão.

Caso Marília resista à abordagem, o mais provável é que Lula decida lançar o empresário Josué Gomes da Silva (PSB) ou se associar à já lançada pré-candidatura do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB). Corre por fora o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares (PSB).

Josué é filho do também empresário José Alencar, vice de Lula em seus dois primeiros governos. Ele tem relação antiga com o chefe do Executivo e é uma das principais pontes entre o petista e o setor privado.

Também já foi presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Segundo aliados do presidente, Gabriel Azevedo hoje é quem teria maior chance de encabeçar a aliança de apoio a Lula no estado. Mas ainda enfrenta resistência dentro do partido. O presidente tem até o fim de julho para consolidação de seus palanques estaduais.

O eleitorado mineiro é o segundo mais numeroso do país. Um bom desempenho no estado é indispensável para os planos de reeleição do presidente da República.

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