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Política & Poder

Listão de Fachin: condenações podem demorar até 5 anos

Arquivo Geral

14/04/2017 7h01

Atualizada 13/04/2017 21h41

Lula Marques/Agência PT

Eric Zambon
eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br
O recesso para a Páscoa representa o início da Via Crúcis para os 98 políticos citados na lista do ministro do Superior Tribunal Federal, Edson Fachin. Com a autorização para abertura de inquérito contra eles, o Ministério Público Federal (MPF) agora precisa coletar provas para apresentar uma denúncia formal e transformar os suspeitos em réus de ação penal.
Na prática, entre as diligências do órgão e o início dos julgamentos pelas diferentes instâncias da Justiça, pode demorar, no mínimo, cinco anos para que algum dos investigados seja condenado. Considerando as medidas protelatórias que devem ser utilizadas pelas defesas dos suspeitos, pode se passar até uma década para algum movimento conclusivo da Justiça atingir um político.
São 68 parlamentares da base aliada do governo Temer, sendo nove ministros, na mira do MPF e outros 24 da oposição. Rigorosamente todos negaram participação em qualquer ilícito, mas as delações de executivos e ex-empresários do grupo Odebrecht provocaram outros tipos de reação.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, gravou um vídeo rechaçando as acusações e se mostrou incomodado com seu nome veiculado na mídia, fato semelhante ao que ocorreu com outros ex-presidentes.
Se as denúncias oferecidas pelo Ministério Público forem aceitas pela Justiça, defesa e acusação terão de reunir mais provas e testemunhas em preparação para o julgamento. Nessa fase, as delações premiadas poderão ser acessadas novamente para montar os casos.
Por haver vários envolvidos com foro privilegiado, os processos serão distribuídos entre STF, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Justiça Federal.

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