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Política & Poder

Lira pede ainda mais controle na vacinação do país

Presidente da Câmara cita que, de 34 milhões de vacinas distribuídas aos estados, apenas 18 milhões foram aplicadas

Willian Matos

31/03/2021 11h29

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pediu nesta quarta-feira (31) que o Ministério da Saúde seja ainda mais rígido no controle da vacinação do país. Sem insinuar fraudes, Lira citou que, de 34 milhões de doses de vacinas distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, apenas 18 milhões foram aplicadas.

“Eu não acho que seja possível que nenhum governador, nenhum prefeito, não esteja vacinando. Nós estamos com um déficit de quase 14 milhões de vacinas nos gráficos oficiais”, declarou Lira. “A nossa solicitação é que o Ministério da Saúde forme urgentemente um grupo ainda mais rígidod e controle desses dados”, prosseguiu.

“Eu cito um exemplo de um estado que recebeu 3 milhões de doses e só consta a informação de que só vacinou 1,5 milhão. O Ministério pode entender que tem um estoque de 1,5 milhão e meio e que ele não tem necessidade de vacina? […] Ou o Ministério pode entender que está havendo atraso na informação da vacinação, o que prejudica nossa vacinação nacional?”, exemplificou o presidente da Câmara.

Ressalta-se que, no início da vacinação no Brasil, a recomendação era de que os estados guardassem metade do quantitativo das doses recebidas para aplicação da segunda dose. Somente no início desse mês o Ministério da Saúde mudou sua posição, pedindo que todos os frascos recebidos sejam aplicados de uma vez.

A declaração de Lira veio logo após a reunião do comitê contra a covid-19, criado na semana passada pelo governo federal, um ano após a pandemia assolar o país. O presidente Jair Bolsonaro participou do encontro. Antes de Lira, teve a palavra o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Os presidentes, no entanto, não apresentaram medidas efetivas de combate à doença, mas ressaltaram a produtividade do evento.

O Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentando da Pandemia da Covid-19 é formado pelo presidente Bolsonaro, os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), além de um membro observante indicado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Ministério da Saúde participa como responsável pela Secretaria-Executiva do colegiado.

No comitê, o presidente do Senado é responsável por intermediar as demandas de governadores, com quem se reuniu na semana passada. Quando o grupo foi anunciado, os chefes estaduais e prefeitos cobraram uma participação direta no colegiado. Também houve críticas ao governo por ter estabelecido o comitê um ano após o início da pandemia da covid-19 no Brasil.

O grupo foi criado após o País registrar altas recordes no número de mortes pelo novo coronavírus neste mês. O cenário na saúde é de colapso de várias redes hospitalares. Há registros de falta de leitos hospitalares e medicamentos para a intubação de pacientes.

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