Millena Lopes
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A decisão que determinou a prisão de dez acusados de participar de um esquema de desvio de recursos das obras de reconstrução do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha também bloqueou mais de R$ 155 milhões em bens e ativos dos investigados. Entre eles, os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB).
De Arruda e Agnelo, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira mandou bloquear R$ 10 milhões; e de Filippelli, R$ 6 milhões. A conta, porém, dos desvios é bem maior que o total de R$ 155 milhões bloqueados. Conforme as investigações e com base na delação premiada dos empreiteiros da Andrade Gutierrez, o superfaturamento do estádio pode ter chegado a R$ 900 milhões, já que a arena custou mais de 1,8 bilhão e foi orçada inicialmente por R$ 600 milhões.
Outros presos na manhã desta terça-feira (23), pela Operação Panatenaico, também tiveram os bens bloqueados: Maruska Lima, ex-presidente da Novacap, R$ 4 milhões; Nilson Martorelli, ex-presidente da Novacap, R$ 4 milhões; o empresário Jorge Luiz Salomão, R$ 4 milhões; o empresário Sérgio Lúcio de Andrade, R$ 4 milhões; o ex-secretário Afrânio Roberto de Souza Filho, R$ 3 milhões; Cláudio Monteiro, ex-secretário extraordinário da Copa do Mundo, R$ 100 mil; Fernando Márcio Queiroz, dono da Via Engenharia, R$ 10 milhões; e a própria Via Engenharia, R$ 100 milhões.