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Política & Poder

Jogo político não acabou em Valparaíso

Arquivo Geral

26/12/2012 11h11

Francisco Dutra

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

Clima tenso no processo de transição da prefeitura de Valparaíso de Goiás.  A equipe da candidata eleita Lucimar Nascimento (PT) alega que está encontrando dificuldades no acesso a informações sobre a situação do município, pertencente à Região Metropolitana do Distrito Federal. Já o grupo da atual prefeita, Leda Borges (PSDB), nega que esteja ocorrendo qualquer empecilho no fornecimento de informações. Pelo visto, politicamente, a disputa das eleições ainda não acabou.  

 

Segundo a professora Lucimar, as reuniões estão ocorrendo, mas grande parte dos pedidos de esclarecimentos sobre a máquina pública é respondida de forma imprecisa, sem a totalidade dos dados. As principais dúvidas se relacionam a Saúde, Educação, quadro de servidores públicos, dívida do município e previdência. “Desse jeito, só  teremos noção exata da prefeitura depois que nosso governo assumir, em janeiro”, disse Lucimar.

 

Berilo José Leão Neto, marido de Lucimar, ligado ao PT e membro da equipe de transição, considera que a falta de informações claras sobre o quadro de servidores causa preocupação, em função dos limites de gasto impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 

 

Segundo Neto, o  quadro de servidores apresentado pela equipe de Leda não condiz com os quadros apresentados por pesquisas da Caixa Econômica Federal (CEF) ou da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Ao passo que as informações da atual gestão indicam cerca de 1,4 mil servidores na administração pública, o estudo da CEF aponta 2,8 mil e a CNM sugere 3 mil. “Outro documento fala da contratação de, aproximadamente, 200 servidores e diz apenas que não vai ter impacto na prefeitura e mais nada. Não mostra números que expliquem isso”, criticou. 

 

O coordenador de transição de Leda Borges, Waires Lemes Martins, negou que esteja ocorrendo qualquer sonegação de informações. Martins assegurou que a equipe de Leda está trabalhando até altas horas para garantir todos os dados. A equipe da atual prefeita enviou para o Jornal de Brasília as atas das reuniões de transição e  um conjunto de documentos com pedidos e envio de informações.  

 

“Isso é o PT que ainda não desceu do palanque. É um desrespeito a minha postura democrática e republicana”, afirmou Leda Borges. De acordo com a prefeita, a transição  ocorre dentro da legalidade. 

 

Leda  garantiu que possui toda a documentação legal que comprova a regularidade na transição. Alegando que está sendo perseguida pelo PT e pela imprensa de Brasília, Leda disse que iria buscar direito de resposta pelos caminhos legais e não falou mais com a equipe de reportagem, que também pretendia levantar junto à prefeita qual é a versão dela sobre a atual situação do município.

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