O advogado de Jaqueline Roriz, José Eduardo Alckmin, tem até quarta-feira (13) para explicar a Corregedoria da Câmara dos Deputados porque a deputada usou a verba indenizatória para alugar uma sala no Setor Comercial Sul, que pertence ao marido dela.
Na quarta-feira (30), Alckim foi a Câmara para entregar a primeira defesa de Jaqueline Roriz sobre o vídeo em que ela e o marido aparecem recebendo R$ 50 mil de Durval Barbosa. O PSOL entrou com o aditamento alegando uso impróprio da verba indenizatória. Alckmim estava representando a deputada e recebeu a notificação.
O advogado da parlamentar tem o prazo de cinco sessões para entregar a defesa. Na semana passada, devido a morte do ex-vice-presidente José Alencar todas as sessões no Congresso Nacional foram suspensas. Então, o prazo começa a contar a partir desta terça-feira (5).
Entenda o caso:
O PSOL decidiu fazer um aditamento na última quarta-feira (30) ao pedido de investigação encaminhado à Corregedoria. Com isso, ampliou o prazo de defesa da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). O aditamento pede que seja investigado o uso de dinheiro da Câmara para o pagamento de aluguel ou condomínio de um imóvel do marido da parlamentar, Manoel Neto. Com isso, a deputada terá agora até a próxima terça-feira para se manifestar na Corregedoria sobre esta nova acusação.
A investigação na Corregedoria tem caráter preliminar. O corregedor, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), apresentará para a Mesa um parecer pelo encaminhamento ou não do caso ao Conselho de Ética. A defesa da deputada questiona esta investigação porque a deputada já está respondendo a processo no Conselho devido a outra representação do PSOL.
Jaqueline foi flagrada em vídeo de 2006 recebendo um pacote de dinheiro do delator do “mensalão do DEM”, Durval Barbosa. A defesa da parlamentar afirma que o Conselho não tem possibilidade de julgá-la porque o caso é anterior ao mandato.