A deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) foi a Câmara Federal na tarde desta quarta-feira (6). Depois de mais de mês sem aparecer para trabalhar, a deputada chegou acompanhada do assessor de imprensa, Paulo Fona e do advogado, José Eduardo Alckmin.
Neste momento estão reunidos com o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PDT-BA), e o relator, Carlos Sampaio (PSDB-SP).
Entenda o caso:
No final da tarde desta terça-feira (5), o advogado da deputada federal Jaqueline Roriz, José Eduardo Alckmin, apresentou a defesa à Corregedoria da Câmara dos Deputados sobre o uso da verba indenizatória para alugar uma sala no Setor Comercial Sul, que pertence ao marido dela.
O PSOL decidiu fazer um aditamento na última quarta-feira (30) ao pedido de investigação encaminhado à Corregedoria. Com isso, ampliou o prazo de defesa da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). O aditamento pede que seja investigado o uso de dinheiro da Câmara para o pagamento de aluguel ou condomínio de um imóvel do marido da parlamentar, Manoel Neto. Com isso, a deputada terá agora até a próxima terça-feira para se manifestar na Corregedoria sobre esta nova acusação.
A investigação na Corregedoria tem caráter preliminar. O corregedor, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), apresentará para a Mesa um parecer pelo encaminhamento ou não do caso ao Conselho de Ética. A defesa da deputada questiona esta investigação porque a deputada já está respondendo a processo no Conselho devido a outra representação do PSOL.
Jaqueline foi flagrada em vídeo de 2006 recebendo um pacote de dinheiro do delator do “mensalão do DEM”, Durval Barbosa. A defesa da parlamentar afirma que o Conselho não tem possibilidade de julgá-la porque o caso é anterior ao mandato.