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Política & Poder

Impacto da propaganda eleitoral nas eleições será bastante limitado, diz CEO da AtlasIntel

Cientista político afirma que maioria dos eleitores já definiu voto e que campanhas estão cada vez mais influenciadas por redes sociais e rejeição aos candidatos

Redação Jornal de Brasília

27/07/2026 15h10

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Foto: Caroline Pacheco/Famecos/PUCRS

O cientista político e CEO do instituto de pesquisas AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou nesta segunda-feira, 27, que o impacto da propaganda eleitoral deverá ser “bastante limitado” nas eleições deste ano. Segundo ele, as propostas perderam relevância em uma disputa cada vez mais orientada pela rejeição dos eleitores aos candidatos.

“85% dos brasileiros dizem já ter escolhido seu candidato à Presidência. Desses, cerca de 70% afirmam que nada poderia fazê-los mudar o voto. Ao combinar esses porcentuais, entendemos que o impacto da propaganda eleitoral é cada vez mais limitado”, disse Roman durante almoço empresarial organizado pelo Grupo Lide, em São Paulo (SP).

Na avaliação do cientista político, a maioria dos candidatos já constrói sua base política por meio de uma campanha permanente nas redes sociais, estratégia que, segundo ele, tem permitido ao influenciador Renan Santos (Missão) mobilizar seu público.

Roman afirmou ainda que as mudanças na comunicação digital, sobretudo em um contexto de polarização, vêm reduzindo a importância de elementos tradicionais das campanhas, como recursos partidários, coligações, apoios políticos, envolvimento de prefeitos e tempo de televisão.

“Entendo que, também, as propostas não são tão relevantes, porque as eleições cada vez mais viraram, como pauta central, assuntos de quem você rejeita mais”, continuou. “É muito mais um tema de quem você realmente não quer que te governe. Isso não é apenas um tema no Brasil; é um tema do mundo inteiro.”

Estadão Contéudo

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