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Política & Poder

“Ia para o lixo”, diz Anderson Torres sobre a ‘minuta golpista’

O ex-secretário da SSP-DF definiu o documento encontrado como “fantasioso”, uma “aberração” sem “validade jurídica”

Camila Bairros

08/08/2023 10h53

Foto: Reprodução/TV Senado

Já na rodada de respostas aos questionamentos realizados por Eliziane Gama, relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas de 8 de janeiro, Anderson Torres, que ocupou os cargos de ministro da Justiça de Bolsonaro e de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal de Ibaneis Rocha, foi questionado sobre a ‘minuta golpista’ encontrada pela Polícia Federal em sua casa.

O ex-secretário da SSP-DF definiu o documento encontrado como “fantasioso”, uma “aberração” sem “validade jurídica”. Esses já haviam sido os adjetivos usados por Torres no depoimento à Polícia Federal.

Essa ‘minuta golpista’ foi encontrada durante uma operação de busca e apreensão feita pela PF na casa de Anderson Torres, que está sendo investigado por omissão na segurança do DF no dia 8 de janeiro, quando ele era o secretário de Segurança Pública, não estava na capital federal e vândalos bolsonaristas invadiram a Praça dos Três Poderes.

Torres voltou a falar que esse documento iria ser jogado fora, e que só estava guardado pois ‘alguém da limpeza’ deve ter mexido nele. A intenção do documento era reverter o resultado da eleição que definiu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República. A medida é considerada inconstitucional.

O delegado estava nos Estados Unidos no dia do ataque, assim como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sobre isso, ele disse que jamais deixaria o trabalho se soubesse que haveria algo do tipo.

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