São Paulo, 27 – O cientista político e presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais, Antonio Lavareda, disse nesta segunda-feira, 27, que o grau de rejeição às instituições por parte dos brasileiros continua elevado, mas é hoje bastante inferior ao visto em 2018. Esse quadro tende a favorecer menos o nome de um outsider, como o do pré-candidato pelo Missão, Renan Santos, em relação à eleição que levou Jair Bolsonaro ao poder, oito anos atrás.
“O Renan cultiva esse espaço anti-institucional, de repúdio aos Poderes da República, novamente agora que o escândalo do Banco Master produziu uma crise que alcançou os Três Poderes. Mas não tem as mesmas proporções do que a crise contra as instituições de 2018”, avaliou o cientista político durante almoço empresarial do grupo Lide, que reuniu os principais diretores de institutos de pesquisa do País.
Para Lavareda, essa rejeição às instituições é menor hoje porque, em 2018, ao mesmo tempo em que a Operação Lava Jato acontecia, o País passou por uma grave crise econômica. “A crise da Lava Jato coincidiu com a maior recessão econômica em décadas e o azedume produzido pela recessão acelerou o repúdio dos brasileiros à classe política”, disse.
Estadão Conteúdo