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Política & Poder

Girão elogia Mendonça e defende CPMI sobre Banco Master

Senador citou a atuação do ministro no caso e voltou a cobrar uma comissão parlamentar mista de inquérito para aprofundar as apurações.

Redação Jornal de Brasília

22/05/2026 12h54

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) elogiou, em discurso no Plenário nesta sexta-feira (22), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela condução das investigações sobre o Banco Master. Ele também defendeu a instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para apurar possíveis conexões entre a instituição e integrantes dos Três Poderes.

Girão apoiou a decisão de Mendonça de rejeitar a proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro. Segundo o senador, o ministro vem conduzindo as apurações de forma técnica e adotando medidas para evitar interferências no caso. Ao comentar a tentativa de colaboração, Girão disse que Vorcaro, dono do Banco Master, não estaria entregando todos os envolvidos nas investigações.

O parlamentar também criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) na negociação do acordo de delação. Segundo ele, a PGR deve esclarecer por que manteve as tratativas mesmo após manifestações contrárias da Polícia Federal e de André Mendonça.

Na outra frente do caso, a Polícia Federal decidiu não endossar a proposta de acordo de colaboração premiada discutida com Vorcaro e seus advogados. De acordo com fontes da corporação, os agentes consideraram inconsistentes as informações apresentadas pelo banqueiro, em confronto com provas e indícios reunidos desde 2024, quando a PF passou a apurar, a pedido do Ministério Público Federal, a emissão de títulos de créditos financeiros sem a devida cobertura.

A decisão da PF já foi comunicada ao ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura denúncias de fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional, mas não inviabiliza tratativas futuras, caso Vorcaro apresente informações relevantes. A PGR, por sua vez, segue avaliando a proposta de delação.

As ações impetradas no Supremo pedem que seja determinada a instalação da CPMI. Girão afirmou que está nas mãos de André Mendonça a esperança de que o Senado abra a comissão.

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