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Política & Poder

Gabinetes dos distritais gastam quase R$ 3 milhões com despesas

Arquivo Geral

23/12/2012 8h55

Camila Costa

camila.costa@jornaldebrasília.com.br

 

A Câmara Legislativa fechou o valor pago aos deputados distritais pelo uso da verba indenizatória durante o exercício de 2012. Ao todo, o montante gasto pelos parlamentares com divulgação de atividade parlamentar, combustível, consultorias, locação de imóveis e veículos alcança a cifra de R$ 2.810.909,45. No ranking dos cinco deputados mais caros, Celina Leão (PSD) está no topo, seguida pelos deputados Olair Francisco (PTdoB), Wasny de Roure (PT), Robério Negreiros (PMDB) e Benedito Domingos (PP). Nenhum deputado ultrapassou o limite de R$ 60 mil por trimestre permitido pela Mesa Diretora.

 

Os deputados têm R$ 20 mil por mês para usar com gastos de atividades parlamentares. Esse é o valor máximo do reembolso, já que o parlamentar, primeiro, usa o dinheiro e, depois, pede o ressarcimento. Logo que voltaram de férias no início deste ano, em fevereiro, os distritais da Mesa Diretora aprovaram aumento de 77,77% para a verba, que era de R$ 11.250. Muitos deputados reclamaram do aumento, disseram que não foram consultados, mas, no mês seguinte ao reajuste, dez deputados já passaram a gastar mais do que R$ 11 mil.

 

Celina Leão gastou R$ 200.111,83 (ver quadro) com verba indenizatória, em 2012, como mostra a tabela da contabilidade da Câmara, baseada nos gastos apresentados pelos gabinetes. Os meses de maior gasto foram julho, agosto e setembro, um total de R$ 56.896,00, quase o teto permitido pela Mesa. A assessoria técnica da deputada explicou que o valor cobre os gastos fixos de Celina, um deles o gabinete itinerante. 

 

Com o aluguel de veículo, nestes meses, Celina gastou R$ 21 mil. Com gasolina R$ 14,2 mil e com os informativos distribuídos R$ 20,9 mil. De acordo com a equipe técnica da deputada, a van roda de domingo a domingo.

 

Em meados deste ano, Celina precisou devolver aos cofres públicos R$ 4 mil pagos a um advogado. O pedido foi feito pelo Ministério Público do DF, por entender que o dinheiro da verba indenizatória não pode ser usado para pagar ação particular.  “Quando se gasta e tem resultado, fica fácil de justificar e comprovar. Gasto dentro do que eu posso e estou servindo ao mandato, com prestação de serviço para a comunidade”, justificou Celina Leão.

 

Leia mais na edição impressa deste domingo (23) do Jornal de Brasília.

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