Diálogos telefônicos interceptados pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, mostram que os acusados de desvio de dinheiro do Ministério do Turismo teriam a cumplicidade de funcionários da Caixa Econômica Federal para movimentar recursos e até obter dados sigilosos. A Caixa informou, em nota, que abriu sindicância interna para apurar a denúncia de envolvimento de dois servidores no esquema e que pediu acesso aos autos do processo.
Em um diálogo, interceptado no dia 2 de maio, Katiana Necchi, do Instituto Brasileiro de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), pede documentos ao bancário Edmilson para forjar uma prestação de contas.
O bancário atende o pedido, mas faz um apelo para que Katiana suprima partes para ele não ser identificado, pois se trata, como diz, de “documento extremamente confidencial”. A PF acredita que houve quebra de sigilo funcional, crime punido com até dois anos de reclusão. “Vou te mandar um documento que você tem a obrigação de me tirar aquela parte confidencial, tá?”, diz Edmilson.
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