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Política & Poder

Fazenda destaca cooperação contra lavagem de dinheiro em fintechs

Autoridades discutem desafios no combate ao crime organizado no setor financeiro durante audiência na Câmara dos Deputados

Redação Jornal de Brasília

12/05/2026 16h28

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A subsecretária de fiscalização do Ministério da Fazenda, Andreia Costa Chaves, reforçou nesta terça-feira (12) a importância da cooperação entre órgãos públicos para desarticular o uso de fintechs pelo crime organizado. O tema foi debatido pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

Chaves citou a Operação Carbono Oculto como exemplo de sucesso dessa colaboração. “Os mandados de busca e apreensão dependem dos órgãos de persecução penal, mas a Receita foi extremamente importante pelo volume de informações e expertise em cruzar dados para fins tributários”, explicou a subsecretária.

O delegado-chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Paulo Pereira, destacou a demora das instituições financeiras em enviar alertas sobre movimentações suspeitas, o que dificulta as investigações. “É vital que as fintechs, legalizadas ou em processo de legalização, padronizem e enviem esses alertas ao Banco Central o mais rápido possível. Quando a polícia consegue as ordens judiciais necessárias, muitas vezes as contas já foram zeradas e as empresas desconstituídas”, relatou.

O chefe de supervisão do Banco Central, Álvaro Freitas Júnior, apontou fragilidades no mercado de contas digitais, como o uso de ‘contas bolsão’ ou ‘contas ônibus’, em que instituições sem autorização movimentavam recursos, ocultando a identidade dos donos por meio de contas em outras instituições. Essas contas reúnem recursos de vários clientes sob um único CNPJ da plataforma financeira, dificultando o rastreamento de transações.

Para combater a lavagem de dinheiro, o Banco Central agora exige autorização oficial e fiscaliza de perto as fintechs que oferecem o Pix.

Durante o debate, deputados divergiram sobre as causas do avanço das facções no sistema financeiro. O deputado Osmar Terra (PL-RS) criticou a omissão estatal, afirmando que o crime organizado controla 25% do território nacional e cresce devido à cumplicidade do Estado. Em resposta, o deputado Pedro Campos (PSB-PE) rebateu que alas do Congresso dificultaram a aprovação de regras mais rígidas para as fintechs, espalhando boatos sobre uma ‘taxação do Pix’, o que politizou um assunto sério e travou a fiscalização necessária para coibir crimes organizados. As informações foram retiradas da Agência Câmara.

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