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Política & Poder

Ex-secretário rompe com grupo de Zema e pode dar palanque a Flávio em MG

Inicialmente, o ex-secretário seria candidato ao Senado na chapa do atual governador.

Redação Jornal de Brasília

30/07/2026 21h29

mateus simões e zema

Romeu Zema e Mateus Simões. Foto: Divulgação

São Paulo, 30 – O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), disse ontem que o ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP) lhe comunicou que articula a própria candidatura ao Palácio Tiradentes. O movimento marca um rompimento de Aro com o grupo político de Romeu Zema – presidenciável do Novo – que tem Simões como candidato à reeleição estadual. O ex-secretário negocia um arco de alianças que inclui o PL, dando palanque para o senador Flávio Bolsonaro no segundo maior colégio eleitoral do País.

Aro estaria disposto a ceder uma das vagas ao Senado para o deputado federal Domingos Sávio (PL). O PL, contudo, está dividido entre aceitar a aliança ou lançar candidato próprio – o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe ou o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli.

Inicialmente, o ex-secretário seria candidato ao Senado na chapa do atual governador. Mas ele não aceitava que a segunda vaga ficasse com o presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG). A divergência abriu espaço para o rompimento. A reportagem procurou Marcelo Aro, mas ele não havia se manifestado até a noite de ontem.

A candidatura de Aro, que já vinha sendo gestada nos bastidores, ganhou força após o Republicanos rifar o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder nas pesquisas.

Cleitinho desembarcou ontem em São José dos Campos (SP) para se reunir com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira

“O ex-secretário Marcelo Aro me comunicou hoje (ontem) que está, há algumas semanas, negociando a candidatura dele ao governo do Estado (…) Anunciou que está virando as costas para o projeto, não o meu projeto, também o do governador Romeu Zema, que foi quem o trouxe para o governo”, afirmou Simões, após se reunir com o ex-secretário.

‘POLÍTICOS VENDIDOS’

Zema classificou o movimento de Aro como uma “traição”. “Essa traição do Aro é um dos problemas da política brasileira. As pessoas só pensam nos seus próprios interesses sem pensar nos outros. O que o Aro andou fazendo em Brasília vai acabar abrindo a porta para os políticos vendidos voltarem a destruir Minas.”

Pelo arranjo articulado por Aro, ao Republicanos caberia a outra vaga ao Senado. Cleitinho poderá indicar o irmão, o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo, para ocupar o posto.

Aro foi um dos principais nomes do segundo mandato de Zema. Além da Casa Civil, ele também chefiou por um período a Secretaria de Governo, na qual foi responsável pela relação política com os prefeitos – segundo aliados, ele se reuniu com praticamente todos os 853 mandatários municipais.

Mesmo após deixar o governo, Aro manteve aliados no governo que devem pedir exoneração, selando o desembarque. O ex-secretário começou a carreira política como vereador em Belo Horizonte em 2012. Depois, se elegeu deputado federal em 2014 e 2018 – foi quando se aproximou do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Após não se eleger senador há quatro anos, recebeu convite para integrar o secretariado de Zema. (COLABOROU GABRIEL MÁXIMO)

Estadão Conteúdo 

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