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Política & Poder

Ex-protegido de Severino terá agora de provar que não é mais um engavetador

Arquivo Geral

27/03/2011 10h11

Amanda Costa
amanda.costa@jornaldebrasilia.com.br

 

Pernambucano de Recife, Eduardo da Fonte (PP-PE), 38 anos, assumiu o posto de novo corregedor da Câmara dos Deputados no início do mês com uma tarefa difícil: dar uma resposta rápida a sociedade sobre o caso da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em vídeo, ao lado do marido, Manoel Neto, recebendo maço de dinheiro de Durval Barbosa, pivô do Mensalão do DEM. Até bem pouco tempo atrás desconhecido, político do chamado baixo clero, Fonte protagoniza agora o primeiro teste para o novo Parlamento.

 

Apesar de Fonte prometer uma resposta rápida à sociedade na sua primeira missão, os corregedores, encarregados de fiscalizar e investigar possíveis irregularidades cometidas pelos parlamentares, costumam ter fama de “engavetadores”. Já exerceram essa função os deputados Inocêncio Oliveira (PR-PE), com fama de não dar continuidade às investigações quando as denúncias eram feitas pela imprensa, e Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), que substituiu Edmar Moreira (PR-MG), conhecido como “deputado do castelo”, com a missão de investigá-lo por uso indevido de verba indenizatória por Edmar. O processo demorou mais de um mês na Corregedoria.

 

À frente do protetor

Conhecido como Dudu, o novo corregedor está em seu segundo mandato e entrou para a política como assessor de Severino Cavalcanti (PP-PE), que renunciou à presidência da Câmara, em 2005, por ser acusado de receber “mensalinho” de um empresário que administrava restaurantes no Congresso. Após o baque sofrido pelo patrão, Fonte resolveu seguir carreira solo e se lançou candidato nas eleições de 2006, derrotando o próprio Severino nas urnas.

 

 

Leia mais na edição deste domingo (27) do Jornal de Brasília

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