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Política & Poder

Ex-deputado Rocha Loures é preso em Brasília

Arquivo Geral

03/06/2017 8h19

Foto: Reprodução/TV Globo

O ex-deputado e assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB), Rodrigo Rocha Loures foi preso na manhã deste sábado (3), em Brasília, por determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi preso em casa e levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal. Segundo a PF, não há previsão, neste momento, de transferência.

Rocha Loures e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram gravados pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, em negociação de pagamento de propina. Depois, ambos foram alvos de ações controladas pela Procuradoria-Geral da República. Em um dos vídeos gravados pela Polícia Federal, Rocha Loures aparece “correndo” após supostamente ter recebido uma mala com R$ 500 mil.

Na última quinta-feira (1º), o Ministério Público Federal reapresentou o pedido de prisão de Rocha Loures depois de formalizada a posse do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), desligado do Ministério da Justiça. Com o posse de Serraglio, Loures perdeu a vaga de suplente do deputado.

A prisão de Rocha Loures havia sido pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato. A captura de Rocha Loures foi negada por Fachin. O ministro do STF havia alegado a imunidade parlamentar de Rocha Loures para não autorizar a prisão.

O ex-assessor de Temer havia assumido o mandato de deputado federal no lugar de Osmar Serraglio (PMDB-PR) que foi ao Ministério da Justiça. Após ser deposto da Justiça, Serraglio decidiu recusar a oferta de Temer para virar ministro da Transparência e reassumir o seu mandato.

No pedido de prisão, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que Rocha é “verdadeiro longa manus do presidente Michel Temer”. A expressão em latim é usada para descrever aquele que atua como executor das ordens de outro.

Em sua defesa, o ex-deputado argumentou que o novo pedido de prisão é uma forma de pressioná-lo para fazer delação premiada. “Por que não diz a verdade, isto é, que quer a prisão para forçar uma delação, como tem sido usual nos últimos tempos?”, questionou o advogado Cezar Bitencourt na peça encaminhada ao relator da Lava-Jato, ministro Edson Fachin.

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