Lideranças da esquerda iniciaram uma mobilização nas redes sociais em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chamá-lo de “nove dedos” durante o debate da TV Globo, na noite desta sexta-feira, 23. Com a hashtag #SomosTodosNoveDedos, aliados do petista publicaram mensagens em defesa do presidente e críticas à declaração do adversário.
Na madrugada deste sábado, 24, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), publicou em seu perfil no X uma fotografia de Lula com as mãos sujas de petróleo, registrada durante uma cerimônia de inauguração do pré-sal.
A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) também aderiu à mobilização e compartilhou, na manhã deste sábado, um vídeo do ator Amaury Lorenzo, que tem deficiência auditiva, no qual ele aborda o capacitismo. “Foi ridicularizando pessoas com deficiência como ele, que o nazismo se instaurou. O resto da história conhecemos bem”, escreveu Gleisi.
O próprio perfil de Lula nas redes sociais publicou, ainda na noite de sexta-feira, uma fotografia da mão do presidente sobre a bandeira do Brasil. “Trabalhadoras e trabalhadores, uni-vos. Nós merecemos respeito”, diz a publicação.
A mobilização ocorre após Flávio afirmar, durante o debate, que Lula “dá com uma mão e tira com nove dedos”, ao criticar a política tributária do governo federal. O presidente reagiu à declaração e exigiu um pedido de desculpas do adversário.
“Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu”, afirmou Lula, ao relembrar o acidente de trabalho que sofreu em 1964, quando atuava como torneiro mecânico em uma metalúrgica. Na ocasião, o petista perdeu o dedo mínimo da mão esquerda.
Após a cobrança, Flávio pediu desculpas ao presidente. “Lula, se eu te ofendi, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender”, declarou o candidato do PL.
Estadão Conteúdo