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Política & Poder

Especialistas destacam impactos climáticos desproporcionais em mulheres na AGU

Mulheres negras, indígenas e quilombolas enfrentam maiores riscos de sobrecarga de cuidados, insegurança alimentar e violência em crises ambientais, segundo debate.

Redação Jornal de Brasília

14/04/2026 18h19

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Especialistas reunidos pela Advocacia-Geral da União (AGU) alertaram que mulheres, especialmente negras, indígenas e quilombolas, são as mais impactadas pelos efeitos das mudanças climáticas e desastres ambientais. O painel ‘Mulheres, Clima e Meio Ambiente’, realizado em 31 de março, foi promovido pela procuradora nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente, Tereza Villac, em parceria com a Escola Superior da AGU.

Tereza Villac destacou os impactos desproporcionais da degradação ambiental, que afetam diretamente a dinâmica familiar e comunitária dessas populações. A procuradora da Fazenda Nacional, Herta Rani Teles, mencionou que o Plano Clima, aprovado pelo governo federal em dezembro, inclui um eixo dedicado à relação entre mulheres e clima, representando um avanço, mas enfatizou a necessidade de investimentos em educação e capacitação ambiental.

A diretora do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marcela Moraes, reforçou que as mulheres enfrentam consequências como sobrecarga de cuidados, insegurança alimentar e aumento da violência de gênero em cenários de crise climática. A diplomata Adriana Gabino apontou avanços do Brasil na agenda de gênero e clima, mas defendeu a ampliação da produção de dados sobre vulnerabilidades sociais.

A promotora de Justiça de Minas Gerais, Ana Tereza Salles, trouxe exemplos concretos, como o rompimento da barragem em Brumadinho e os temporais em Juiz de Fora, que aumentaram a vulnerabilidade feminina nesses contextos. Ela acompanhou as ações nos locais afetados.

Encerrando o painel, a professora equatoriana Ximena Ron discutiu experiências latino-americanas e o conceito de ecofeminismo, ressaltando o protagonismo de mulheres indígenas, camponesas e amazônidas em movimentos de defesa do meio ambiente.

A íntegra do debate está disponível no canal da Escola Superior da AGU no YouTube.

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