Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Política & Poder

Empresários criticam governo e fazem reivindicações durante almoço com Lula na Fiesp

Ainda segundo relatos, Gomes afirmou que tradicionalmente o Banco do Brasil financiava o setor agrícola

Por FolhaPress 05/07/2022 10h17

Catia Seabra
São Paulo, SP

Durante almoço com o pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sede da Fiesp nesta terça (5), empresários reclamaram da política econômica sob o comando de Jair Bolsonaro (PL) e apresentaram sugestões ao petista.

Segundo participantes, o presidente da Fiesp, Josué Gomes, defendeu a redução dos custos de financiamento e a importância do papel dos bancos públicos para a reindustrialização do país.

Ainda segundo relatos, Gomes afirmou que tradicionalmente o Banco do Brasil financiava o setor agrícola, enquanto o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) se dedicava à indústria. Essa fórmula, na sua opinião, deveria ser retomada.

Presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco defendeu uma regulamentação capaz de alavancar concessão de crédito para as empresas com as garantias bancárias existentes.

Segundo relato, ele se queixou dos altos depósitos compulsórios, segundo ele, na ordem de R$ 500 bilhões.

Além deles, Carlos Alberto da Veiga Sicupira (Ambev), Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), Dan Ioschpe (Ioschpe-Maxion), Jacyr Costa Filho( Tereos) e Fábio Coelho (Google Brasil) participaram do almoço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Jacy Costa defendeu a redução da dependência internacional, por exemplo, na produção de fertilizantes. Roberto Carvalho de Azevedo defendeu a recuperação da relevância internacional do Brasil.

Luiza Trajano ressaltou a importância dos programas de distribuição de renda para ativação do consumo brasileiro. Dan Ioschpe falou da importância da renovação da frota de caminhões e que o Brasil precisa colar na agenda do clima.

Ainda segundo participantes, Lula falou que a responsabilidade fiscal será questão central de um eventual governo. O ex-presidente disse que os empresários devem estar do lado da democracia.

Ao falar sobre reforma tributária, Lula defendeu a negociação coletiva, com fortalecimento dos sindicatos. Ele afirmou que a reforma trabalhista determina a prevalência do negociado. Mas afirmou que hoje não espaço para negociação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao ouvir de Beto Sucupira a defesa de diálogo entre governo e empresariado, o coordenador do programa de governo de Lula, ex-ministro Aloizio Mercadante, sugeriu a realização de debates para construção de propostas em conjunto.

Líder nas pesquisas, Lula tem recebido propostas de diferentes setores. Na terça-feira (28), foi a vez dos representantes da Rede D’Or se reunirem com o petista, em São Paulo. Entre os participantes, Jorge Moll, Paulo Moll e Pablo Meneses, respectivamente presidente do Conselho de Administração e diretor-executivo da empresa, além de Pablo Meneses, executivo do grupo que atua como relações governamentais.








Você pode gostar