O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, assinaram uma carta instando os líderes do G7 a finalizar o anexo de compartilhamento de patógenos e acesso a benefícios do acordo de pandemias.
O documento foi divulgado na segunda-feira, 15, às margens da cúpula em Évian-les-Bains, onde os líderes do Grupo dos 7 se reúnem. Lula foi convidado pela presidência francesa da cúpula em fevereiro, mas só aceitou o convite no início deste mês.
Na carta, Lula e o diretor da OMS dizem que o anexo é a “última peça do quebra-cabeça, não apenas para o Acordo sobre pandemias, mas para tudo o que a OMS e os Estados-Membros construíram a partir das duras lições da covid-19”.
“Falta apenas uma peça: para responder a futuras pandemias a tempo, os países precisam ser capazes de identificar rapidamente patógenos com potencial pandêmico e compartilhar suas informações genéticas e materiais biológicos para que cientistas possam desenvolver ferramentas: testes, tratamentos e vacinas que determinam quem vive e quem não vive”, escrevem.
O acordo sobre pandemias foi adotado por consenso pela Assembleia Mundial da Saúde, órgão decisório da OMS, em 2024. O objetivo é unir forças para trabalhar na prevenção de novas pandemias.
Os Estados-Membros da organização se reuniram em maio, mas não concluíram o acordo justamente pela falta de consenso na questão dos patógenos. Eles voltam a se reunir em 6 e 17 de Julho.
Estadão Conteúdo.