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Política & Poder

Eduardo Bolsonaro confirma que será suplente de André do Prado em chapa ao Senado por São Paulo

A segunda vaga de suplente ficará com Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra

Redação Jornal de Brasília

05/05/2026 17h45

eduardo bolsonaro

Foto: AFP

São Paulo, 05 – Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), será candidato ao Senado por São Paulo e que ele ocupará a primeira suplência, mesmo morando atualmente nos Estados Unidos. A segunda vaga de suplente ficará com Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra.

Mais cedo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já havia confirmado o nome de André do Prado para a segunda vaga da chapa ao Senado. A primeira já era de Guilherme Derrite (PP). Ao ser questionado de Eduardo seria suplente de André do Prado, o governador disse que isso ele não sabia ainda.

O próprio André do Prado já havia confirmado a possibilidade de ter Eduardo de suplente, em entrevista ao Estadão publicada no final de abril.

“Fiz o convite para que, se a decisão for pelo meu nome, ele esteja na suplência”, afirmou André do Prado na ocasião.

No vídeo anunciando sua pré-candidatura, André do Prado se colocou como “substituto” de Eduardo Bolsonaro e fez acenos ao bolsonarismo, chamando a prisão de Jair Bolsonaro (PL) de injusta e dizendo que assumiu um compromisso com Eduardo em várias pautas, entre elas, a anistia.

O apoio de Eduardo a André do Prado é questionado por integrantes do bolsonarismo, que criticam o respaldo a um deputado que não faz parte da ala ideológica e é umbilicalmente ligado ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Na publicação em que confirmou o apoio ao presidente da Alesp, Eduardo listou uma série de motivos para justificar a decisão, como o fato de André estar há 32 anos na vida pública, ser presidente do Legislativo paulista e ter dado sustentação ao governo Tarcísio.

“É um nome com projeção futura, inclusive com forte potencial para disputar o governo de São Paulo futuramente. E, principalmente: tem alinhamento nas pautas prioritárias, comprometendo-se a votar de forma convergente conosco em temas sensíveis”, escreveu Eduardo.

Uma eventual candidatura de Eduardo a suplente carrega riscos jurídicos. Isso porque o deputado teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara e ainda responde a um processo no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é acusado do crime de coação no curso do processo.

“Sobre a cassação por faltas, há espaço para discussão. Até onde tenho conhecimento, nunca houve análise de mérito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E, mesmo que houvesse, a composição da Justiça Eleitoral muda com frequência, e não é incomum que a Corte adote entendimentos diferentes sobre precedentes”, afirma Fernando Neisser, professor de Direito Eleitoral da FGV-SP. “Já em relação ao processo criminal em andamento, uma eventual condenação até o prazo de registro das candidaturas, em 15 de agosto, tornaria Eduardo inelegível”.

Estadão Conteúdo

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