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Política & Poder

Dirceu eleva tom de ataques a Serra

Arquivo Geral

09/10/2012 19h12

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu elevou os tons de ataques ao candidato a prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) nesta terça-feira. “José Serra não tem autoridade moral ou direito de cobrar nada do nosso candidato Fernando Haddad, cuja biografia, ao contrário da dele, é impecável, limpa e transparente.”

Em um artigo em seu blog, intitulado “José Serra não surpreende: é mais do mesmo”, o ex-ministro afirma que a campanha do candidato do PSDB “usa a calúnia, a infâmia, a mentira como única arma e procura atingir a honra de Haddad”.

“Ela simplesmente reedita a campanha de ódio e ressentimento, de mágoa e baixarias que fez antes, e onde predomina o vale tudo, como por exemplo, a exploração do sentimento religioso que ele fez em 2010”, ataca Dirceu. “José é professor no uso do marketing negativo.”

Principal acusado do mensalão no núcleo político da suposta organização criminosa, Dirceu critica Serra por ter continuado a explorar o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesse segundo turno.

Ele encampou a defesa feita um dia antes por Haddad, para jornalistas, de que é Serra quem tem que explicar o mensalão. Para a liderança petista, o candidato do PSDB tem que explicar o “mensalão mineiro”, o caso Cachoeira e as “denúncias” durante sua gestão como ministro no Planejamento e na Saúde, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

“Já conhecemos José e suas táticas, bem como sua biografia. Começando pelo fato de que seu partido, o PSDB, é o campeão de fichas sujas, de postulantes impugnados nesta eleição”, ataca Dirceu.

“Sem contar o fato de que o próprio José, como ministro que foi do Planejamento e da Saúde das duas gestões FHC, tem de responder pelo governo que integrou, no qual ocorreram as denúncias de compra de votos na aprovação da emenda da reeleição e mais 42 escândalos e irregularidades não investigados.”

Sobre o caso das investigações sobre o contraventor Carlos Cachoeira, o ex-ministro afirma que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) “apurou o envolvimento até a medula nos negócios do contraventor preso Carlinhos Cachoeira com a máquina pública de Goiás, gerida pelo governador tucano Marconi Perillo (PSDB)”.

Para o ex-ministro, que desde que começou o julgamento do mensalão, no STF, evita dar entrevistas e fazer aparições públicas, Serra conta com a “boa vontade” da imprensa.

Apoio

Distante temporariamente dos encontros partidários, Dirceu tem usado seu blog para opinar nas campanhas do PT e para atacar adversários. No mesmo artigo, ele ironiza Serra em relação a busca de apoio do partido nesse segundo turno da disputa em São Paulo.

“Agora o candidato tucano anuncia que não vai tratar pessoalmente e que deixa para o PSDB os entendimentos sobre apoios neste segundo turno. Quer dizer, deixa para seu partido uma missão impossível.”

O ex-ministro também republicou em um outro artigo as declarações feitas pelo candidato Fernando Haddad, nesta segunda-feira, 8, de que o “DNA do mensalão é tucano”.

Segundo Dirceu, Serra “retoma a disputa com seu mote preferido”, a exploração do julgamento pelo STF do mensalão.

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