A presidente Dilma Rousseff concluiu nesta quarta-feira uma breve visita de 24 horas a Portugal, onde manifestou sua vontade de ajudar o país, que está à beira de um resgate financeiro por conta da pressão sobre sua dívida.
Dilma retornou antecipadamente ao Brasil em consequência da morte do ex-vice-presidente José Alencar e quase não conseguiu visitar Coimbra, onde assistiu nesta quarta-feira à cerimônia de entrega do título de “doutor honoris causa” a seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, na prestigiada universidade da cidade.
A chefe de Estado teve que cancelar as reuniões que tinha agendado em Lisboa com o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, e o primeiro-ministro demissionário, José Sócrates.
Em sua breve estadia, se mostrou disposta a ajudar à antiga metrópole adquirindo títulos da dívida portuguesa, embora só se fosse oferecida “uma garantia” que suprisse sua baixa qualificação, que está a apenas um passo da classificação de “bônus lixo”.
Dilma disputou as atenções com o próprio Lula, cuja chegada também gerou grande expectativa em Portugal. O ex-presidente obteve o “honoris causa” por sua contribuição ao combate à pobreza e à preservação das relações entre Portugal e Brasil.
O ato de entrega do título, que transcorreu segundo os cânones de uma solene tradição da universidade, contou com a presença de Cavaco Silva, do presidente de Cabo Verde, Pedro Rodríguez Pires, e de Sócrates.
Em seu discurso, Lula considerou o prêmio uma “homenagem” ao povo brasileiro e ao ex-vice-presidente José Alencar, que nesta terça-feira perdeu uma longa batalha contra o câncer.
A mais recente visita oficial de um presidente brasileiro a Portugal havia sido em maio de 2010, quando o próprio Lula assinou vários acordos econômicos com o governo do país e presidiu a entrega do prêmio máximo literário da língua portuguesa, o Camões.