A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira um investimento de quase R$ 700 milhões para os trabalhos de reconstrução na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde em janeiro deste ano um forte temporal causou enchentes e deslizamentos de terra, deixando mais de 900 mortos.
O projeto é composto por contribuições de R$ 351,2 milhões do Governo Federal, R$ 277,8 milhões do Governo do Rio de Janeiro e R$ 40 milhões da iniciativa privada, segundo um comunicado oficial. A revitalização da região prevê ações em transporte, drenagem, abastecimento de água, pavimentação, gestão de resíduos, energia e outros equipamentos.
O projeto contempla a criação de conjuntos habitacionais em sete cidades afetadas: Areal, Bom Jardim, Novo Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Teresópolis.
“Não podemos permitir mais que as pessoas fiquem em áreas de risco”, disse a presidente durante o ato de assinatura do convênio. Segundo Dilma, o acordo possibilitará a construção de 7,6 mil quartos para a população que vivia nas áreas afetadas.
A medida anunciada nesta sexta-feira é considerada a segunda fase do programa de auxílio aos desabrigados, após as operações de resgate realizadas durante a catástrofe.
“As pessoas pensam que o início desta segunda fase demorou, mas não sabem que, para dar início a ela, tivemos de subir duas vezes o Everest da burocracia para chegar aonde estamos chegando hoje”, afirmou Dilma à “Agência Brasil”.