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Política & Poder

Dessa vez, haverá briga para eleições no PT do DF

Arquivo Geral

26/01/2013 10h49

Camila Costa 

camila.costa@jornaldebrasília.com.br

 

O Processo de Eleições Diretas (PED) do Partido dos Trabalhadores terá disputa este ano. Ao contrário das últimas eleições, quando a maioria das tendências do partido apoiou um só candidato à presidência regional do PT, em 2013 há promessa de formar outras chapas para concorrer, possivelmente, com o candidato natural à reeleição, o atual presidente do PT brasiliense, Roberto Policarpo.

 

O PED elegerá as direções zonais, municipais, estaduais, nacional e os respectivos presidentes do PT. A votação só ocorrerá no dia 10 de novembro, mas as articulações para definir espaços começaram ainda em 2012, com a formação da Construindo um Novo Brasil-DF (CNB), hoje a maior tendência do PT-DF, da qual participam Policarpo, o distrital Patrício e o secretário de Administração, Wilmar Lacerda.

 

As primeiras diretrizes da CNB nacional — que inclui outros grupos brasilienses além do CNB-DF — estão sendo discutidas este final de semana, em São Paulo. Representantes de outras tendências  participam do encontro, que  termina hoje. “Será das discussões deste final de semana que vamos partir para algo mais concreto. Vamos nos organizar, pensar nas alianças e no que fazer”, explicou o secretário-geral do  PT brasiliense, Sandoval Santos.

 

Em 2012, o nome de Policarpo foi aprovado com cerca de 75% dos votos. O petista afirmou que seu nome já está à disposição e que “quanto menos disputa melhor será” para o PT. “O ideal é que trabalhemos em torno de uma só candidatura, ainda é cedo para falar, mas se meu nome for apoiado vou conversar com as outras tendências, como as dos distritais Chico Vigilante e Arlete Sampaio”, disse Policarpo.

 

A CNB foi criada no segundo semestre do ano passado e gerou faíscas entre Policarpo e Chico Vigilante. O distrital não aprovou a gestão de Policarpo e garantiu que a Articulação-Unidade na Luta, sua vertente política, terá um candidato. “Precisamos de um presidente que unifique o partido, que não seja candidato a cargo eletivo, para ter autoridade política e autonomia, sem interferir nas demais candidaturas. Logo, se Policarpo for candidato, não vou apoiar”, explicou.

 

O DF tem sete tendências. Tradicionalmente, a Democracia Socialista, da distrital Arlete Sampaio, anda junto coma Construção Socialismo e Democracia, vertente do ex-distrital Paulo Tadeu, e da Articulação de Esquerda, a menor do DF. “Não existe clima no PT para um candidato único. Certamente teremos um candidato e até o final do ano estaremos bem engajados nisso”, afirmou  Arlete.

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