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Política & Poder

Deborah grita dentro do prédio do CNMP

Arquivo Geral

06/04/2011 10h32

A promotora Deborah Guerner saiu aos gritos dentro do prédio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), dizendo que não aceitava ser condenada “enquanto dois bandidos ainda não foram”. Ela fez o escândalo na sala ao lado de onde era lido o relatório do caso, o qual ela acredita que beneficia o ex-procurador-geral do Distrito Federal, Leonardo Bandarra.

 

Ambos são julgados em plenário pelo suposto envolvimento no escândalo do Mensalão do DEM. Exaltada, Deborah foi retirada do recintopor seu advogado e deixou o prédio acompanhada do marido.

 

Se condenados hoje, Bandarra e Guerner poderão receber três punições: aposentadoria compulsória; disponibilidade dos promotores; ou, ainda, o desligamento do MP. Para muitos, a decisão do CNMP será como um termômetro para  futuros julgamentos de supostos citados na Operação Caixa de Pandora.

 

A terceira possibilidade ainda poderá abrir um novo imbróglio jurídico, pois o pedido de demissão deverá ser encaminhado para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para avaliação. Bandarra e Guerner poderiam recorrer. Ambos ainda receberiam uma aposentadoria  do MP e poderiam advogar.

 

 

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