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Cortejo tem caminhada extra de Lula e encontro de Ciro e Tebet nas ruas de Salvador

Lula caminhou por cerca de um quilômetro, contrariando a expectativa participaria do ato apenas em um pequeno trecho

Por FolhaPress 02/07/2022 12h23

Franco Adailton e João Pedro Pitombo
Salvador, BA

O cortejo do 2 de Julho, que marca Independência da Bahia, uniu os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) e seus militantes em Salvador neste sábado (2).

Os três presidenciáveis caminharam em grupos separados, mas Ciro Gomes e Simone Tebet se encontraram e cumprimentaram no cortejo, que vai do Largo da Lapinha até o Pelourinho em um trajeto de cerca de dois quilômetros.

O evento cívico não teve a presença do presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em Salvador, mas preferiu participar de uma motociata com apoiadores em outro ponto da cidade, seguindo um trajeto entre o Farol da Barra e o bairro da Boca do Rio.

O ex-presidente Lula se uniu ao cortejo do 2 de Julho na altura do Largo da Soledade, na metade do trajeto, logo após a passagem dos carros com as figuras do caboclo e da cabocla, que representam a participação do povo nas lutas pela Independência.

Lula caminhou por cerca de um quilômetro, contrariando a expectativa participaria do ato apenas em um pequeno trecho. O petista estava sob forte esquema de segurança e não foi hostilizado no percurso.

Cercado de apoiadores, ouviu gritos de “Lula guerreiro do povo brasileiro” e “Olê, olê, olá, Lula, Lula”.

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O petista andou no cortejo ao lado da sua mulher, Rosângela Souza, do governador da Bahia, Rui Costa (PT), do pré-candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT). Mais atrás, sozinho, veio o pré-candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

A Folha apurou que Lula havia sido desaconselhado de participar do cortejo do 2 de Julho por questões de segurança. O petista, contudo, decidiu de participar de um trecho para fazer um contraponto ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que preferiu se unir a apoiadores em uma motociata.

Ele confirmou que participaria do ato apenas nesta sexta-feira (1º) em entrevista à rádio Metrópole, da Bahia: “Vou encontrar com minha baianidade. Vou fazer a caminhada”, afirmou. O petista ainda participa neste sábado de um ato com apoiadores na Arena Fonte Nova.

Geraldo Alckmin, que participou pela primeira vez do cortejo na Bahia, comentou a receptividade do petista: “É impressionante o carinho que o povo tem com o Lula, uma confiança enorme. É difícil encontrar no Brasil um líder tão popular com tanta identidade com o povo brasileiro”.

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Mesmo com a segurança reforçada, inclusive por militantes, a servidora pública Cleide Pinho conseguiu furar a barreira para se aproximar do ex-presidente. “Abracei, tirei foto, beijei. Fiz tudo”.

Na subida da Ladeira da Soledade, rumo ao trecho final da participação no desfile, Lula parou em frente à casa da servidora pública Celiana Borba, 48, para carregar a neta dela, Marina, de 7 meses, vestida de indígena.

O ex-ministro Ciro Gomes caminhou ao lado da militância do PDT, incluindo a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, e o deputado federal Félix Júnior.

Ele não acompanhou o aliado local ACM Neto (União Brasil), pré-candidato a governador que terá o apoio do PDT, que desfilou sem nenhum presidenciável. O ex-prefeito de Salvador adotou um discurso de neutralidade em relação à eleição nacional.

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Em entrevista na saída do cortejo, Ciro destacou as celebrações pela independência e chamou atenção para o cenário de crise econômica e social do país.

“Sangue de brasileiros e baianos foi derramado para construir a nação brasileira e sua Independência. E isso a gente tem que rememorar hoje porque o Brasil está sendo de novo vendido ao estrangeiro. Nosso país está destruído com uma crise econômica e social, a mais grave da história”, disse.

A senadora Simone Tebet (MDB) também participou do cortejo. Estava acompanhada do presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, e militantes de partidos aliados.

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Data cívica máxima da Bahia, o 2 de Julho celebra a expulsão das tropas portuguesas de Salvador em 1823, quase dez meses depois da Independência do Brasil.

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Diferentemente da maioria dos estados, onde a Independência aconteceu sem luta armada, na Bahia ela foi precedida por batalhas entre tropas aliadas a Portugal e tropas formadas por brasileiros.

A data é celebrada todos os anos em um cortejo no qual participam bandas de fanfarra, de percussão e grupos folclóricos, com a celebração das figuras do caboclo e da cabocla, que representam o surgimento da nação e lembram a miscigenação brasileira.








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