Embora o governador Agnelo Queiroz não enfrente concorrência pela cabeça de chapa do PT, o partido racha quando se trata da escolha para o Senado. São dois pré-candidatos, o secretário de Habitação, Geraldo Magela, e o distrital Chico Leite, já em plena competição.
Mesmo se houver um vencedor nesse duelo, ele pode não levar. Fora da legenda existe uma fila de outros nomes que podem ganhar a vez como moeda de troca para apoiar a chapa da reeleição.
Aposta na militância
Tanto Magela, quanto Leite, concordam em um ponto: a militância do partido quer um nome da própria sigla, para evitar o episódio de 2010, quando, após serem eleitos na Coligação do Novo Caminho, Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT) deixaram o grupo. “Nove em cada dez militantes do PT querem que seja um candidato petista”, afirma Geraldo Magela.
A ideia também é compartilhada por Chico Leite. “Eu vou lutar para que seja um candidato do PT e eu sou pré-candidato. Acredito que o candidato deve ser quem estiver melhor nas pesquisas, desde que elas sejam acreditadas e não encomendadas”, ressalta Leite.
Prévias ou não
Dentro do próprio partido, tem quem defende o consenso para a escolha do candidato ao Senado. Mas Leite tem dito abertamente que seu desejo é que eles sigam para as prévias. “Se for de dentro do partido quero disputar prévia, se for de fora também quero que haja prévias e eu vou para o embate”, defende.
Magela, por sua vez, não teme a disputa e até concorda com a ideia, mas não vê necessidade. “Participei de duas prévias para governador, uma ganhei e a última perdi, e em ambas uni o PT. Mas o partido tem evitado as prévias, além de estar muito longe, já que o PT só deve se definir entre março e abril”, analisa Magela.
Chico Leite diz que tem garantias de que Reguffe não sairá para o Senado se o candito for ele. “Não sei sobre entendimentos internos, mas o deputado não trairia sua palavra”, diz.
PDT causa preocupação maior
As conversas para que o candidato ao Senado seja escolhido devem se intensificar a partir de agora, com o fim do Processo de Eleições Diretas (PED) do PT, que mobilizou a militância em todo o País para a escolha dos diretores da legenda em 4 mil diretórios.
Apesar do reinício das conversas, um militante, próximo a direção do partido, afirma que ainda pesarão questões nacionais e alianças para a reeleição no Buriti. “Ninguém quer apressar o debate e, por isso o processo de escolha está parado. Temos convicção de que queremos um candidato petista, mas a própria direção ainda não está convicta do que vai acontecer”, conta.
Em relação as tentativas de aproximação com o PDT, o militante diz que o objetivo não é dar a vaga ao Senado para Reguffe, mas tirar o deputado federal da briga pelo Buriti. “Apenas um ou outro quer o PDT na coligação, mas para não ter o Reguffe como candidato a governador há consenso Ele não tem compromisso com a direção nacional do partido”, afirma.