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Política & Poder

Celso de Mello critica rejeição de Messias ao STF como equívoco grave

O ministro aposentado classificou a decisão do Senado como um grave erro institucional e defendeu as qualificações do advogado-geral da União para a vaga na Corte.

Redação Jornal de Brasília

29/04/2026 22h41

Ministro Celso de Mello se despede do STF após três décadas de serviços prestados à Suprema Corte.

Foto: Carlos Moura/STF)

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, afirmou nesta quarta-feira (29) que o Senado cometeu um ‘grave equívoco institucional’ ao rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga na Corte.

Em nota à imprensa, Mello, que atuou no tribunal entre 1989 e 2020, classificou a votação como injustificável e disse que o entendimento não está de acordo com a trajetória profissional do indicado.

‘Trata-se de grave equívoco institucional, pois o Dr. Jorge Messias reúne, de modo pleno, os requisitos que a Constituição da República exige para a legítima investidura no cargo de ministro da Suprema Corte’, declarou o ministro aposentado.

Ele também ressaltou que não há causa legítima para o Senado rejeitar a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

‘Considero profundamente infeliz a decisão do Senado Federal. Perdeu-se a oportunidade de incorporar ao Supremo Tribunal Federal um jurista sério, preparado, experiente e comprometido com os valores superiores do Estado Democrático de Direito’, completou Mello.

A rejeição ocorreu no início da noite desta quarta-feira (29), durante sessão no plenário do Senado.

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