Camila Costa
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Saiu um presidente do PT e entrou um presidente do PT. Mas a cúpula da Câmara Legislativa terá cara nova. Durante a primeira reunião dos integrantes da Mesa, na última semana, foi escolhido o ocupante de um dos principais cargos vinculados à presidência, o do secretário-geral, braço administrativo da Mesa. Outro cargo vinculado à presidência, a Secretaria de Comunicação Social, também terá novo titular. O presidente, Wasny de Roure (PT), já decidiu mudar o comando da área e a indicação deverá ser feita nos próximos dias.
Os dois cargos eram de indicação do ex-presidente, Patrício (PT). Para secretário-geral o escolhido foi Joan Góes Martins, que era assessor de Wasny na liderança do Governo. Joan é servidor de carreira e está com Wasny desde o início deste mandato. “A ideia do presidente é fortalecer as gestões colegiadas, assim como as comissões, para manter o ritmo de andamento da casa, inclusive, nas definição de pautas”, disse Joan. Para a comunicação, a escolha ainda não é pública, mas, se fala na volta do ex-assessor de imprensa de Wasny, concursado que hoje ocupa cargo efetivo no GDF.
Com exceção do vice-presidente, Agaciel Maia (PTC), todos os distritais já fizeram suas indicações para a Mesinha – grupo de secretários-executivos indicados pelos deputados da Mesa Diretora. Só um dos secretários permanecerá, o indicado por Aylton Gomes (PR).
“Foi uma reunião preliminar, em que o presidente expôs os motivos das mudanças e, assim que ele retornar, começaremos os trabalhos”, explicou Agaciel. Wasny está de recesso por motivos de saúde e, em janeiro, os deputados afirmam que continuam trabalhando. O que pararia na Câmara seriam apenas trabalhos em Plenário e comissões permanentes.

Preferência a quem é do quadro
A estrutura da Coordenadoria de Polícia Legislativa (Copol) também será substituída pelo novo presidente. Os únicos cargos que não devem sofrer mudanças com a atual gestão são os cargos institucionais, que são de indicações dos deputados distritais. Neste caso, as substituições só acontecem na mudança de legislatura, em 2014, quando parte da Câmara é renovada.
Segundo o secretário-geral, Joan Góes Martins, agora o que acontece são mudanças pontuais, de um ou outro deputado. “São apenas ajustes: um deputado que sai da Mesa, por exemplo, e transfere a indicação para outro setor, um cargo de confiança”, explicou.
Durante a reunião, Wasny comentou as mudanças e as justificou, mas a tendência da nova gestão é aproveitar ao máximo o quadro de pessoal que já está em determinadas funções. Um exemplo é o plano de colocar em pleno funcionamento a TV Distrital, usando o quadro efetivo da comunicação da Câmara. “Wasny tem este perfil de aproveitar os funcionários nas área aonde já estão trabalhando”, avaliou o vice-presidente, Agaciel Maia.
Secretarias redistribuem as funções
O secretário-geral é vinculado à presidência e trata de questões sobre limpeza, segurança, toda a parte administrativa, além de fazer a interface política entre a assessoria de Plenário e os parlamentares. Mas uma das questões mais polêmicas da Câmara Legislativa ficará nas mãos do deputado Israel Batista (PEN), à frente da 2ª Secretaria, e do funcionário indicado por ele para a Mesinha.
A 2ª Secretaria trata dos contratos feitos pela Câmara, assim como a administração financeira e orçamentária da Casa. A gestão de pessoal, outro assunto importante para a Câmara, fica com a 1ª secretaria, agora entregue à deputada Eliana Pedrosa (PSD). A secretaria cuida dos cargos da Câmara, tanto efetivos quanto comissionados, folha de pagamento e benefícios, como ticket alimentação para os servidores. Hoje, são 300 cargos, mais de 50% deles efetivos. De acordo com a legislação, no mínimo, metade dos cargos devem ser ocupados por servidores efetivos.
A 3ª Secretaria, com Aylton Gomes (PR), fica com a análise dos processos legislativos, como o funcionamento das diretorias da Casa e das comissões permanentes. Ao todo, nove. Os trabalhos na Câmara, em tese, só começam após a eleição dos presidentes e membros das comissões, que acontece após a volta do recesso parlamentar, no início de fevereiro.