Francisco Dutra
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“Fico agradecido aos que puxam minha orelha, mais do que aos que me elogiam”, discursou o distrital Wasny de Roure (PT) ao tomar posse como presidente da Câmara Legislativa, na manhã de ontem. A cerimônia foi realizada na Câmara, também marcada pela nomeação da nova Mesa Diretora.
Para o próximo biênio, a vice-presidência ficará com o deputado Agaciel Maia (PTC). A Primeira Secretaria será capitaneada pela deputada de oposição Eliana Pedrosa (PSD) – por problema de saúde, ela não compareceu à posse. A Segunda Secretaria será comandada por Israel Batista (PEN), enquanto a Terceira Secretaria ficou nas mãos de Aylton Gomes (PR).
“Na realidade, nós temos uma longa tarefa na presidência da Câmara que será feita nos detalhes, na postura. Nós não vamos lançar nada bombástico, nada que não passe pela Mesa Diretora. E vamos tentar construir passo a passo”, comentou Wasny. Na opinião do novo presidente, ainda é preciso muito trabalho para o resgate da credibilidade do Poder Legislativo. Nesse sentindo, uma das metas de Wasny é implementar o funcionamento da TV e da Rádio Legislativa através de canal aberto. Também está em estudo a criação de um jornal da Câmara.
Prioridades
Na pauta de votações, Wasny considera que o enfoque inicial da Câmara será a apreciação do projeto da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico (PPCUB). “O contencioso fundiário é o maior problema de Brasília, já que 52% dos imóveis não têm registro nenhum”, enfatizou.
Wasny tem duas questões polêmicas para lidar na agenda. A compra de carros de luxo e tablets pela gestão anterior, alvos de questionamentos da opinião pública. “Nós iremos reunir a Mesa para saber qual será a melhor condução do caso”, declarou. O segundo ponto é a investigação sobre a conduta do deputado Raad Massouh (PPL). Wasny disse que a questão será analisada assim que for definido o novo corregedor da Casa.
Indicação ao TCDF para depois
Em meados do ano passado, Wasny articulava pela indicação ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do DF (TCDF). Após a posse de ontem, o deputado comentou que o projeto pessoal perdeu intensidade. A possibilidade de migrar para o TCDF ainda existe, mas com muito menos força. Segundo o parlamentar, a indicação também dependerá de conjuntura política favorável .
“Nesse momento, o meu foco é a instituição. Eu não vim aqui como trampolim. Eu recebi essa missão como uma tarefa”, comentou.
Caso Wasny deixe o posto, quem assume é o vice, Agaciel Maia, que disse não trabalhar com a hipótese de ir para o comando. “Eu quero fazer um bom trabalho como vice-presidente. O meu objetivo é ser um bom vice-presidente”, disse.
No discurso de posse, Agaciel enalteceu o trabalho desenvolvido na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, em parceria com Wasny. Em sua opinião, a nova Mesa Diretora tem todas as condições para realizar uma boa administração. “Dizem que os homens são o resultado de suas experiências e neste sentido esta Mesa Diretora tem muito a oferecer”, disse.
E o Patrício, onde fica?
No que se refere a idas e vindas na política, outro personagem com o futuro político indefinido o é o ex-presidente da Câmara, deputado Patrício (PT). Muito se falava sobre a ida do parlamentar para o Executivo. No entanto, a questão ainda está em aberto.
Ofertas de secretarias teriam sido feitas ao parlamentar, mas nenhuma tratativa prosperou até o momento.