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Política & Poder

Bolsonaro e Doria protagonizam bate-boca em reunião do presidente com governadores

Segundo pessoas que participaram da reunião, Bolsonaro se exaltou com a declaração do Governador de São Paulo

Redação Jornal de Brasília

25/03/2020 11h12

(São Paulo – SP, 19/06/2019) Cerimônia de assinatura de termo de compromisso entre a CAIXA e o Comitê Paralímpico Brasileiro. Foto: Marcos Corrêa/PR

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que ele deveria “dar exemplo ao País, e não dividir a nação em tempos de pandemia”. A declaração aconteceu durante reunião virtual do presidente da República com os quatro governadores do Sudeste, na manhã desta quarta-feira, 25.

Segundo pessoas que participaram da reunião, Bolsonaro se exaltou com a declaração do Governador de São Paulo, e chegou a chamá-lo de leviano e demagogo, como adiantou o site BR Político. Bolsonaro também reclamou que Doria teria se apoderado do nome dele nas eleições de 2018 e depois “virou as costas” como fez todo mundo. “Se você não atrapalhar, o Brasil vai decolar e conseguir sair da crise. Saia do palanque”, disse Bolsonaro a João Doria.

A fala de Doria durou cerca de 5 minutos. “Sem diálogo não venceremos a pior crise de saúde pública da história de nosso País. Bolsonaro, inicio na condição de cidadão, de brasileiro, lamentando seu pronunciamento de ontem à noite à nação. Nós estamos aqui, os quatro governadores do Sudeste, em respeito ao Brasil e aos Brasileiros, e em respeito também ao diálogo e ao entendimento. O senhor, como presidente da República, tinha que dar o exemplo. Tem que ser um mandatário para comandar, para dirigir e para liderar o País e não para dividir”, disse o governador.

Ainda segundo Doria, a prioridade do governo seria salvar vidas. “A nossa prioridade é salvar vidas, presidente. Estamos preocupados com as vidas de brasileiros em nossso estados. Preservando também empregos e o mínimo que a economia possa se manter ativa. Os estados estão conscientes disso e governadores também”.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, também cobrou liderança e responsabilidade do presidente da República.

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