Política & Poder

Bolsonaro defende comércio e fronteira abertos durante posse de Nelson Teich, novo ministro da Saúde

O presidente diz desejar reabertura de fronteiras com Uruguai e Paraguai, o que, segundo ele, já teria sido discutido com o ministro da Justiça, Sergio Moro

O presidente Jair Bolsonaro participa da solenidade de posse do diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem

Durante a posse do oncologista Nelson Teich como ministro da Saúde e em plena pandemia da covid-19, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender abertura do comércio e fronteiras.

“Essa briga de começar a abrir para o comércio é um risco que eu corro. Se agravar (a doença) vem ao meu colo. Agora, o que acredito, que muita gente está tendo consciência que tem de abrir”, disse Bolsonaro.

O presidente afirmou desejar a reabertura de fronteiras com Uruguai e Paraguai, o que, segundo ele, já teria sido discutido com o ministro da Justiça, Sergio Moro. “A gente vai tendo informações e vai decidindo”, afirmou.

Bolsonaro disse que, às vezes, um time precisa mudar jogadores e o placar, ao justificar a demissão de Luiz Henrique Mandetta (DEM) da Saúde. “Tenho certeza que Mandetta sai com a consciência tranquila”, disse.

Mandetta e Bolsonaro divergiram por semanas sobre a estratégia para combate ao coronavírus. O presidente pede isolamento apenas para idosos e doentes crônicos, além de reabertura de serviços. Já Mandetta sugere postura mais cautelosa e afirma que ainda é necessária quarentena mais ampla.

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Bolsonaro afirmou ainda que o ex-ministro focava na saúde e vida, enquanto o presidente precisa também considerar aspectos econômicos.

O presidente mandou também recados a governadores. Ele disse que, apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que valem regras locais sobre quarentena, é contra prisões por descumprimento do isolamento social. Ele afirmou que não prega desobediência civil, mas rechaça estas medidas.

Bolsonaro disse ao novo ministro, Nelson Teich, que ele terá trabalho duro, 24h por dia e sete dias por semana, e disse até estar surpreso pelo oncologista aceitar o cargo em plena pandemia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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