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Política & Poder

Benedito ganha mais prazo para defesa na CLDF

Arquivo Geral

17/05/2011 15h43

 

Marina Marquez

marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

 

O deputado distrital Benedito Domingos (PP) conseguiu estender o prazo para entregar a defesa na Corregedoria da Câmara Legislativa. O parlamentar terá até o  dia 25 de maio para se defender da representação por quebra de decoro parlamentar. Benedito é acusado de formação de quadrilha e de beneficiar parentes em licitações públicas em administrações regionais, quando era o administrador de Taguatinga. 

 

Os advogados do parlamentar protocolaram um pedido de adiamento do prazo na última sexta-feira, alegando que só no último dia 11 receberam a totalidade de documentação do processo, o que dificultaria a apresentação da defesa no primeiro prazo estipulado, que acabaria hoje. 

 

Assim que foi notificado, no dia 3 de maio, Benedito teve acesso ao processo do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). Porém, só na última semana, após a decisão de indiciamento do Ministério Público do DF (MPDFT), a CLDF recebeu o documento com novas diligências feitas em abril e o encaminhou aos advogados do deputado do PP.

 

Situação complicada

 

De acordo com o corregedor da CLDF, Wellington Luiz (PSC), a Procuradoria da Casa foi consultada e deu parecer positivo para a prorrogação do prazo. “Eu estou cumprindo o Regimento Interno. Com a apresentação dos novos documentos eles terão dez dias úteis contados a partir do dia 11 e então a Corregedoria escutará as testemunhas e apresentará parecer”, explica. 

 

Os novos documentos, segundo uma fonte informou ao Jornal de Brasília, dificultam ainda mais a situação do deputado. Novas diligências da Delegacia do Crime contra o Patrimônio Público (Decap) teriam encontrado provas de que os parentes do parlamentar teriam sido favorecidos em licitações para a decoração natalina e de carnaval de Taguatinga. Ele também  teria facilitado a vitória de empresas de parentes em licitações em várias regiões administrativas. 

 

Segundo a Operação Loki II, que motivou a representação, o esquema – montado em 17 administrações regionais – teria rendido pelo menos R$ 1 milhão, só no que diz respeito à decoração natalina, firmados em dezembro de 2008.

 

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