Menu
Política & Poder

Bandarra pode voltar ao trabalho, mesmo após aprovada sua demissão

Arquivo Geral

31/05/2011 22h34

 

 

Mesmo após ter aprovada sua demissão no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no dia 17 de maio, o ex-procurador-geral do Distrito Federal Leonardo Bandarra pode voltar a trabalhar nesta quarta-feira. Tudo isso porque o próprio conselho não publicou até agora a decisão tomada há quase 15 dias, mas que não terá validade enquanto não for formalizada em publicação oficial.

 

Segundo uma fonte ouvida pela reportagem do Clicabrasilia, Bandarra haveria confirmado ao Ministério Público que voltaria ao trabalho nesta quarta. Isso porque, formalmente, o ex-procurador-geral estaria de férias (até hoje).

 

O Ministério Público chegou a protocolar pedido para antecipação dos efeitos da demissão tanto do ex-procurador, como da promotora Déborah Guerner. Mas só o próprio conselho pode reger sobre quando, efetivamente, passará a valer a decisão. 

 

A demissão de Bandarra e Guerner, suspeitos de envolvimento no esquema do mensalão do Democratas (DEM) foi votada no dia 17 de maio, no CNMP com dez votos contra Deborah e nove contra Bandarra. Agora, o processo será submetido ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que deverá apresentar, na Justiça, ação civil para perda dos cargos. Além de aprovar a demissão, o CNMP decidiu suspender Deborah Guerner por 60 dias e Leonardo Bandarra por 150 dias, sem recebimento de salário ou gratificações.

 

O único conselheiro a votar pela absolvição de Leonardo Bandarra foi Achiles Siquara, que afirmou que não há prova da participação de Bandarra em uma das denúncias. No entanto, ele votou pela demissão de Deborah. No discurso Siquara afirmou que “o próprio Arruda disse em seus depoimentos que a reunião com Deborah foi marcada a pedido dela”.


 

Todos os conselheiros votaram pela demissão de Deborah, são eles: Achiles Siquara, Luiz Moreira, Bruno Dantas, Almino Afonso, Cláudio Barros, Maria Ester Tavares, Sandra Lia, Taís Ferraz, Adilson Gurgel e Mário Bonsaglia.

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado