A Rede Sustentabilidade havia definido que tentaria juntar no Distrito Federal 100 mil assinaturas das 500 mil necessárias para a validação junto à Justiça Eleitoral. Os primeiros meses de coleta tiveram desempenho baixo e a meta foi revista para 50 mil.
Marina então caminhou pela capital brasileira e o cenário político entrou em ebulição com a série de manifestações populares. Segundo um dos coordenadores nacionais da Rede, até ontem haviam recolhido 70 mil assinaturas na capital.
Contando com a validação
Na corrida contra o relógio para a formalização até outubro desde ano para ter chances de disputar as eleições de 2014, a Rede definiu que precisaria de 800 mil assinaturas. Para a validação eleitoral, são necessárias, aproximadamente, 500 mil validadas em cartórios.
Considerando que parte delas possam ser invalidadas no processo, a frente política definiu uma meta com razoável margem de segurança. Hoje a Rede tem 723 mil assinaturas.
“Em meu nome, avalio que irreversível a legalização da Rede para 2014. É a minha avaliação otimista”, declarou o militante Pedro Ivo, coordenador nacional. Pelos cálculos de Pedro Ivo a meta nacional será atingida até o final do mês.
Simpatia do eleitorado
Na leitura das coletas, o desempenho do DF chamou a atenção de Pedro. Em primeiro lugar, pelo expressivo crescimento no número de assinaturas nos últimos meses. Na análise do coordenador, é um sinal de que há muita simpatia da população para com a imagem de Marina no DF. A ex-senadora teve nas eleições passadas 611 mil votos na capital.
Com a recente arrancada, o DF passou a ser uma das unidades da Federação com o maior número de assinaturas proporcionalmente ao número de habitantes. Na avaliação de Ivo, a onda de passeatas pesou a favor da Rede. “Assinaturas e manifestações são independentes, mas têm conexões. Apesar de não terem sido organizadas pela Rede, elas questionaram a atual forma de se fazer política e se organizaram pelas redes sociais, características do nosso movimento”, avaliou.
Diretório deve ser formado em uma semana
Na próxima semana, a princípio na segunda-feira, a Rede definirá os nomes que ficarão à frente do diretório provisório do Distrito Federal. A frente política em construção em torno da figura da ex-senadora Marina Silva, candidata à Presidência da Republica em 2010, está a poucas assinaturas de atingir as metas para a formalização junto à Justiça Eleitoral.
Por isso, os diretórios terão apenas esta missão e não deverão tratar de articulações políticas. Além do DF, a Rede pretende estruturar diretórios provisórios nas unidades da Federação com menor população, como Acre, Mato Grosso, Piauí, Sergipe, Roraima, Rondônia e Tocantins. Cada diretório terá de sete a 11 membros. “Os nomes ainda não estão definidos. Mas não vão ter vida política ainda”, disse Pedro Ivo.
Só em outubro
Pelas projeções do coordenador, articulações políticas tanto no âmbito local quanto nacional começarão em outubro. “Precisamos de legitimidade para discutir. Não podemos conversar só com o projeto na mão”, explicou. No DF há nomes com mandato próximos a Rede. Todos colaboram com a coleta de assinaturas, mas nenhum assumiu a intenção de filiar-se no novo partido. Exemplos são os distritais Joe Valle (PSB) e Chico Leite (PT) e o deputado federal Reguffe (PDT).